Incêndio em bar na Suíça em Crans-Montana mata 40 e deixa 119 feridos, dono afirma que normas de segurança foram respeitadas
No bar Le Constellation, em Crans-Montana, o incêndio em bar na Suíça deixou dezenas de mortos e feridos, e a investigação foca em sinalizadores e no cumprimento das normas de segurança
O fogo ocorreu por volta de 1h30 da madrugada de 1º de janeiro, 21h30 de 31 de dezembro no horário de Brasília, no bar Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, nos Alpes suíços.
Segundo o balanço mais recente, o incêndio deixou 40 mortos e 119 feridos, em sua maioria jovens, e há suspeita de que o fogo começou após uma vela ou sinalizador ser aceso perto do teto do estabelecimento.
O proprietário do Constellation, Jacques Moretti, afirmou que o local passou por “três inspeções em dez anos” e que “tudo foi feito dentro das normas”, e disse ainda, “Faremos todo o possível para ajudar a esclarecer as causas [da tragédia]. Estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance. Não conseguimos dormir nem comer, estamos todos muito mal”, conforme informação divulgada pelo g1.
Como começou a investigação e qual é a hipótese sobre a origem do fogo
A promotora do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, afirmou que o respeito às normas de segurança no estabelecimento é um dos eixos da investigação, e indicou que tudo aponta para sinalizadores ou velas como origem do fogo.
Em suas palavras, “o fogo teve origem em sinalizadores ou velas tipo sinalizadores colocadas sobre garrafas de champagne”. Os proprietários foram interrogados como testemunhas e, até a última atualização, ainda não havia atribuição de responsabilidade penal.
Autoridades também avaliam a disposição do local e as reformas recentes, informações que os proprietários forneceram durante os depoimentos, para reconstruir a dinâmica do incidente e a lista de pessoas presentes.
Estrutura do bar, capacidade e relatos dos proprietários
O bar funciona no térreo de um prédio residencial e, segundo o site da estação de esqui, tem capacidade para 300 pessoas no interior, além de outras 40 na varanda.
Várias testemunhas relataram que o espaço de eventos no subsolo, onde o incêndio teve início, estava ligado ao térreo apenas por uma escada, descrita por algumas pessoas como “estreita”, o que pode ter dificultado a evacuação.
De acordo com a imprensa local, Jacques Moretti não estava no Constellation quando o fogo começou, estando em outro estabelecimento do casal. Jessica Moretti, que administra o bar com o marido, estava no local e sofreu ferimentos leves.
Identificação das vítimas, nacionalidades e detalhes do atendimento
O chefe da polícia regional, Frédéric Gisler, anunciou que “A maioria das vítimas foi encontrada no bar” e informou que 113 dos 119 feridos já puderam ser “formalmente” identificados, enquanto para outros seis “os procedimentos de identificação formal e definitiva ainda estão em andamento.”
Entre os identificados, estão 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, além de um bósnio, um belga, um luxemburguês, um polonês e um português. Para outros 14 feridos, incluindo os seis ainda não identificados, a nacionalidade ainda não foi estabelecida.
Sobre as 40 vítimas fatais, as autoridades divulgaram apenas o nome de Emanuele Galeppini, italiano de 16 anos, conforme informou a Federação Italiana de Golfe. Em comunicado, o Itamaraty afirmou que “não há registro, até o momento, de vítimas brasileiras”.
Imagens, depoimentos e próximos passos da apuração
Vídeos e fotos que circulam nas redes sociais mostram frequentadores erguendo garrafas com sinalizadores perto do teto, e imagens promocionais do bar exibem garçonetes levantando champanhe com velas no topo.
As autoridades seguem compilando depoimentos, analisando imagens e investigando se eventuais falhas no cumprimento das normas ou na evacuação contribuíram para a tragédia. A apuração deve esclarecer a sequência dos fatos, responsabilidades e eventuais recomendações para prevenir novos acidentes.
Enquanto isso, familiares e equipes de resgate continuam trabalhando na identificação das vítimas e no atendimento aos feridos, e autoridades locais reforçam a necessidade de apurar rapidamente as circunstâncias do incêndio para orientar medidas de segurança em espaços de evento.