Maioria das pessoas está satisfeita com trabalho atual, 78,1% dizem estar ‘satisfeita’ ou ‘muito satisfeita’, 6,1% estão insatisfeitas, FGV Ibre

Maioria das pessoas está satisfeita segundo a Sondagem de Mercado de Trabalho, insatisfeitos somam 6,1%, remuneração é motivo mais citado, aponta FGV Ibre

A percepção de bem estar no trabalho subiu entre os brasileiros, com grande parcela relatando satisfação com sua ocupação atual.

Os novos indicadores da Fundação Getulio Vargas trazem números sobre satisfação, motivos de insatisfação e expectativas para o mercado de trabalho nos próximos meses.

Os resultados mostram avanços na avaliação dos trabalhadores, e detalham também por que uma pequena parcela permanece descontente, conforme informação divulgada pelo g1

Principais números da pesquisa

A pesquisa indica que 78,1% dos respondentes disseram estar “satisfeita” ou “muito satisfeita” com o trabalho atual, o maior valor observado desde o início do questionamento em junho de 2025. Em contrapartida, 6,1% se declararam “insatisfeitos” ou “muito insatisfeitos”, o menor da série.

Motivos da insatisfação

Entre os que se dizem insatisfeitos, a remuneração foi apontada como o principal motivo, representando, na média finda em janeiro, 60,5% dos insatisfeitos. Outros fatores relevantes foram saúde mental, com 24,8%, e carga horária elevada, com 21,9%.

Como os entrevistados podiam citar mais de uma opção, as respostas somam mais de 100%, segundo a divulgação da FGV Ibre.

O que diz a FGV Ibre sobre a evolução

Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, afirmou, “A evolução favorável do mercado de trabalho nos últimos anos parece refletir nos dados sobre satisfação do trabalho, que seguem avançando. A mínima da taxa de desocupação, com melhora concentrada no trabalho formal, e a evolução da renda são fatores que tendem a influenciar a percepção dos trabalhadores sobre sua ocupação”.

Ele acrescentou, “os primeiros dados de 2026 devem continuar indicando um mercado de trabalho aquecido, mas a tendência para o ano é de desaceleração, acompanhado pelo ritmo mais fraco da atividade econômica. Nesse sentido, a percepção sobre satisfação tende a registrar ritmo semelhante, abaixo do observado em 2025”.

Metodologia e alcance dos indicadores

Desde julho de 2025, a FGV Ibre divulga mensalmente os Indicadores de Qualidade do Trabalho, obtidos pela Sondagem de Mercado de Trabalho, pesquisa feita com a população em idade para trabalhar de todo o país.

Os novos indicadores avaliam seis temas centrais, entre eles satisfação com o trabalho, chance de perder emprego e/ou fonte de renda, proteção social, renda suficiente, percepção geral sobre o mercado de trabalho, e expectativa para os próximos seis meses.

Os primeiros relatórios têm foco em explicar os temas e quesitos da pesquisa, e ainda não permitem análises históricas longas, segundo a FGV Ibre.