Trump diz que aceita diálogo com o Irã após ataques, mas mantém incerteza sobre prazos, Omã relata abertura para cessar-fogo e novas negociações

Em entrevistas e conversas entre chanceleres, Estados Unidos e Irã sinalizam diálogo, ainda que prazos não tenham sido confirmados, e Omã afirma que pediu cessar-fogo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a nova liderança iraniana quer retomar as negociações e que ele concordou em dialogar, mas não detalhou quando o contato deve ocorrer.

Trump declarou que parte das pessoas com quem os EUA negociavam morreu nos recentes ataques, e disse acreditar em possibilidade de mudança interna no Irã, mesmo com cenário volátil nas ruas e sinais de violência em curso.

As informações constam em reportagem do g1, que registrou também a mediação de Omã e o pedido de cessar-fogo entre Teerã e parceiros internacionais, conforme informação divulgada pelo g1.

O que Trump disse sobre o diálogo com o Irã

Segundo reportagem, Trump afirmou, “Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou falar com eles, Deveriam ter feito isso antes, Deveriam ter oferecido algo que era muito prático e fácil de fazer antes, Esperaram demais”, sobre a disposição de representantes iranianos em retomar o diálogo.

Ao ser questionado se o contato aconteceria hoje ou amanhã, Trump respondeu, “Não posso dizer isso”. Em tom de avaliação sobre o impacto dos ataques, ele afirmou que “A maioria dessas pessoas se foi, Algumas das pessoas com quem estávamos lidando se foram, porque aquilo foi um grande, foi um grande golpe”, relatou a publicação.

Posição de Omã e interlocução com o Irã

Omã, que tem atuado como mediador nas negociações entre EUA e Irã, divulgou comunicado relatando conversa entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e o chanceler omanense Badr Albusaidi.

Albusaidi afirmou ter pedido a Araqchi um cessar-fogo, “e o retorno ao diálogo de maneira que atenda às demandas legítimas de todas as partes”, segundo o comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Omã.

Riscos, manifestações e contexto no terreno

Trump afirmou acreditar na possibilidade de mudança interna no Irã e citou relatos de comemorações e manifestações de apoio organizadas por iranianos no exterior, em cidades como Nova York e Los Angeles.

Ao mesmo tempo, ele ressaltou que a situação segue delicada, dizendo, “Sabendo que é muito perigoso, sabendo que eu disse a todos para permanecerem onde estão, acho que é um lugar muito perigoso agora”, e observou que “As pessoas lá estão gritando nas ruas de felicidade, mas, ao mesmo tempo, há muitas bombas caindo”.

O que pode vir a seguir

Com o anúncio de disposição para diálogo, permanecem incógnitas a data e a forma do contato entre representantes americanos e iranianos, e a resposta de outros atores regionais pode influenciar o processo.

Fontes citadas pela reportagem indicam que, apesar das declarações de abertura, o cenário é instável e sujeito a novos episódios de violência, enquanto mediadores como Omã tentam costurar um retorno ao diálogo e um possível cessar-fogo.

Esta reportagem está em atualização