Abono salarial PIS/Pasep 2026: pagamento começa em 16 de fevereiro, calendário unificado, limite de R$ 2.765,93, 26,9 milhões de beneficiados e R$ 33,5 bilhões
Calendário fixo e novo teto de renda para o abono salarial PIS/Pasep 2026, com liberação a partir de 16 de fevereiro e saques até 30 de dezembro de 2026
O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa em 16 de fevereiro, data em que os trabalhadores nascidos em janeiro poderão sacar o benefício.
O valor é de até um salário mínimo e fica disponível até o encerramento do calendário, em 30 de dezembro de 2026, com parcelas liberadas conforme o mês de nascimento.
Para ter direito, o trabalhador deve ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93, conforme informação divulgada pelo g1.
Calendário e datas principais
O cronograma unificado segue datas fixas, com liberação sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento, ou no primeiro dia útil seguinte caso a data caia em fim de semana ou feriado. O início estava previsto para o dia 15, mas a data cai em um domingo, portanto o pagamento começa em 16 de fevereiro.
A previsão do governo é que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados em 2026, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. As informações sobre banco de recebimento, datas e valores estarão disponíveis a partir de 5 de fevereiro no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no gov.br.
Quem tem direito e requisitos
Os requisitos para receber o PIS/Pasep seguem os mesmos, entre eles estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos, ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias no ano-base de 2024, e ter os dados informados pelo empregador na RAIS ou no eSocial.
Além disso, é necessário ter recebido, no ano-base, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93. O benefício é pago a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que cumpram essas condições.
Novas regras e impacto futuro
A partir de 2026, o critério de renda que define o direito ao abono deixa de acompanhar o salário mínimo, e o limite passará a ser corrigido apenas pela inflação, o INPC. Na prática, isso significa que o teto para receber o PIS/Pasep não acompanhará o ganho real do salário mínimo, reduzindo gradualmente o número de beneficiários.
A previsão do governo é que, até 2035, apenas os trabalhadores que ganharam, no máximo, um salário mínimo e meio por mês no ano-base terão direito ao abono. A mudança busca conter o aumento dos gastos públicos, mantendo o benefício corrigido pelo custo de vida, mas sem ampliar o público atendido.
Valor do abono, formas de pagamento e como consultar
O valor do abono é proporcional aos meses trabalhados no ano-base, calculado pelo valor do salário mínimo vigente dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados. Com o aumento do salário mínimo, os valores em 2026 variam de R$ 136 a R$ 1.621.
O PIS é administrado pela Caixa Econômica Federal, e o pagamento pode ser feito automaticamente em conta corrente ou poupança da Caixa, por meio da Poupança Social Digital no Caixa Tem, com cartão social e senha em terminais, lotéricas e unidades Caixa Aqui, ou presencialmente em agência mediante documento de identificação.
O Pasep é pago pelo Banco do Brasil, com depósitos preferenciais em conta, transferências via TED, PIX ou pagamento presencial nas agências. Trabalhadores podem consultar o benefício pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, pelo Caixa Trabalhador, pelo Caixa Tem, e nos canais oficiais a partir de 5 de fevereiro.
Dúvidas e atendimento
Para mais informações, o Ministério do Trabalho e Emprego orienta a procurar os canais de atendimento, as unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, ligar para o telefone 158, ou enviar e-mail para trabalho.uf@economia.gov.br, substituindo os dígitos UF pela sigla do estado do trabalhador.