Argentina quer ampliar flexibilidade do Mercosul para fechar acordos bilaterais com EUA e outros parceiros, ministro Quirno defende mudança nas regras do bloco

Pedido do governo argentino por mais flexibilidade do Mercosul busca permitir acordos bilaterais, incluindo o pacto com os Estados Unidos, e provocar debate sobre regras comuns e exceções

A Argentina anunciou nesta sexta-feira uma sinalização clara por mais abertura no funcionamento do Mercosul, com foco em facilitar acordos bilaterais que não conflitem com o bloco.

O ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, deu declarações após detalhar um acordo comercial entre Buenos Aires e Washington, e afirmou que as negociações externas devem ter espaço sem ferir as bases do Mercosul.

Quirno destacou a posição do governo sobre a integração regional e os instrumentos diplomáticos que podem flexibilizar operações comerciais entre membros e terceiros, conforme informação divulgada pelo g1

O que disse o ministro

Em coletiva, o chefe da diplomacia argentina afirmou, textualmente, “Todos os acordos bilaterais são permitidos dentro do Mercosul”, e acrescentou, “A Argentina busca aumentar a flexibilidade do Mercosul”. As falas ocorreram no contexto da apresentação de um acordo com os Estados Unidos.

Detalhes do acordo com os Estados Unidos

Quirno deu detalhes sobre o pacto comercial firmado com os EUA, sem especificar medidas tarifárias ou prazos neste comunicado. A declaração serviu para justificar a defesa de mecanismos que deem margem de manobra a membros do bloco, sem romper compromissos regionais.

Implicações para o Mercosul e reações possíveis

A proposta argentina por mais flexibilidade do Mercosul pode reabrir debates entre os integrantes sobre cláusulas de exceção, soberania comercial e coordenação política. Especialistas e governos vão acompanhar como a ideia será apresentada formalmente aos parceiros do bloco, e se haverá resistências a mudanças nas regras atuais.