Ataque em Kherson mata 24 em festa de Ano Novo, governador pró-Rússia acusa três drones ucranianos e relata 29 feridos, Ucrânia não comentou

Governador Saldo afirma que o ataque em Kherson atingiu hotel e café na vila costeira Khorly, agências russas relatam 24 mortos e 29 feridos, sem confirmação independente

Um ataque durante as comemorações de Ano Novo em uma vila costeira da região de Kherson deixou dezenas de vítimas, segundo autoridades instaladas pela Rússia. O ocorrido reacende o foco internacional sobre as ofensivas com drones na área e aumenta a tensão entre Moscou e Kiev.

O governador pró-Rússia da região afirmou que a ação foi provocada por drones e descreveu o ataque como deliberado, enquanto agências russas divulgaram números de mortos e feridos. A acusação, porém, não teve confirmação independente no momento.

Conforme informação divulgada pelo g1

O ataque e as vítimas

Segundo Saldo, “três drones ucranianos atingiram o local das comemorações de Ano Novo em Khorly, uma vila costeira, em um ataque que ele descreveu como “deliberado””. As autoridades locais relataram que alvos incluíram um hotel e um café, locais onde pessoas celebravam a virada do ano.

Agências estatais russas informaram que “ao menos 24 pessoas morreram e outras 29 ficaram feridas, com base em informações do braço local do Ministério de Emergências da Rússia”. Esses números foram propagados por veículos ligados a Moscou, e ainda não há confirmação por entidades independentes.

As Forças Armadas da Ucrânia não responderam de imediato a um pedido de comentário enviado por e-mail, e Saldo não apresentou imagens nem outras evidências que permitissem à Reuters confirmar a acusação.

Contexto em Kherson

A região de Kherson foi uma das quatro áreas que a Rússia declarou como parte de seu território em 2022, decisão considerada anexação ilegal por Kiev e pela maioria dos países ocidentais. Moscou ainda controla cerca de dois terços da região, enquanto forças ucranianas retomaram partes no fim de 2022.

O controle territorial parcial torna a região palco frequente de confrontos, inclusive com ataques aéreos e ataques por drones, que têm atingido tanto alvos militares quanto infraestrutura civil.

Repercussão e panorama militar

O episódio ocorre em meio a intensificação de iniciativas diplomáticas e negociações, e no contexto de movimentações militares russas. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, afirmou que tropas russas avançam sobre defesas ucranianas e que o presidente Vladimir Putin ordenou ampliar uma zona de segurança em áreas próximas à fronteira ao longo de 2026, buscando afastar forças ucranianas e criar condições para novos avanços.

Relatos indicam ataques quase diários com drones entre os dois lados, e Moscou também tem atacado alvos civis e infraestrutura energética ucraniana, provocando apagões e problemas no aquecimento durante o inverno.

Dúvidas e próximas etapas

Autoridades russas divulgaram números e responsabilizaram a Ucrânia, mas ainda não foram apresentadas imagens ou evidências independentes que confirmem a autoria do ataque ou a dinâmica exata dos eventos. Investigações e checagens de fontes externas serão necessárias para corroborar as alegações.

Enquanto isso, informações adicionais podem surgir de organismos internacionais, repórteres no terreno e de pedidos de esclarecimento às partes envolvidas, e a comunidade internacional acompanha a situação devido ao impacto humanitário e às implicações para a escalada do conflito.