Banco Master: instabilidade no aplicativo do FGC no primeiro dia de pagamentos deixa mais de 370 mil credores em alerta, entenda quem é protegido e como se prevenir
No primeiro dia de pagamentos, o aplicativo do FGC apresentou instabilidade, usuários relataram problemas no acesso enquanto o fundo inicia ressarcimento a credores
O início dos pagamentos pelo Fundo Garantidor de Créditos, que começou a ressarcir mais de 370 mil credores do Banco Master, foi marcado por relatos de falha no aplicativo do FGC.
Muitos usuários encontraram dificuldade para acessar informações e acompanhar o processamento das indenizações no primeiro dia útil em que os pagamentos foram liberados.
Autoridades do fundo e especialistas alertam para o risco de golpes e pedem atenção redobrada aos credores, com orientações sobre segurança e cobertura.
conforme informação divulgada pelo g1.
O que se sabe sobre a instabilidade no aplicativo do FGC
Relatos de usuários apontaram lentidão no acesso e erros na apresentação de saldos no aplicativo do FGC no dia em que o fundo começou a pagar os credores do Banco Master.
A movimentação envolveu milhares de acessos simultâneos, e fontes indicam que a demanda elevada, somada à necessidade de checagens de segurança, pode ter contribuído para as falhas.
Quem está protegido pelo FGC e limites da garantia
O FGC garante saldos de correntistas e investidores até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação.
Estão dentro das regras do FGC: CDB e Recibo de Depósito Bancário, Letra de Crédito Imobiliário, e Letra de Crédito do Agronegócio.
⚠️ EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite deve ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo BC.
O que não tem cobertura e como funciona a liquidação
Não têm direito à cobertura do FGC investidores que aplicaram em produtos sem garantia do fundo, como debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários, Certificados de Recebíveis do Agronegócio, fundos de investimento, e títulos emitidos fora do sistema de proteção.
Nesses casos, não há indenização automática: todo o valor investido entra na fila da liquidação e só poderá ser recuperado se houver recursos suficientes após o pagamento das obrigações prioritárias.
Liquidação do Banco Master, avisos do FGC e orientações para os credores
A instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada no dia 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. O banco vinha operando sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado.
Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília, não avançaram, e processos foram interrompidos por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações.
O sinal de alerta aumentou quando o banco passou a oferecer produtos com remunerações muito acima do padrão, sobretudo CDBs emitidos pela instituição, o que ampliou a exposição de investidores.
O presidente do FGC, Daniel Lima, reforçou a necessidade de cuidado dos credores, dizendo, “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”, acrescentou Daniel, Lima, do FGC.
Para se proteger, verifique informações apenas em canais oficiais do FGC e do Banco Central, desconfie de contatos que peçam senhas ou dados pessoais por telefone ou mensagem, e confirme procedimentos de pagamento diretamente no site do fundo.