BRB planeja aumento de capital de R$ 8,86 bilhões e emissão de até 1,67 bilhão de ações, governo do DF oferece nove imóveis avaliados em R$ 6,6 bi
BRB aumento de capital prevê emissão de ações e uso de imóveis do GDF para reforçar o balanço e recuperar confiança do mercado
O Banco de Brasília apresentou um plano para captar recursos no mercado financeiro e recompor seu patrimônio após operações mal-sucedidas dos últimos anos.
A proposta prevê emissão de ações e ainda conta com uma alternativa do governo do Distrito Federal para reforço por meio de imóveis públicos.
Todos os números e medidas constam em documento que será levado à assembleia de acionistas, conforme informação divulgada pelo g1.
Detalhes da oferta e impacto no capital
O Banco de Brasília (BRB) planeja emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias nas próximas semanas, com o objetivo de captar recursos e reforçar o patrimônio da instituição.
A meta é aumentar o capital social do BRB em até R$ 8,86 bilhões, elevando o valor total para R$ 11,2 bilhões. Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões.
Na proposta entregue ao mercado, o banco informa que pode captar, no mínimo, R$ 529 milhões e, no máximo, R$ 8,86 bilhões, dependendo do nível de subscrição pelos investidores.
Participação do GDF e oferta de imóveis como garantia
O governo do Distrito Federal, que é acionista controlador e detém 71,92% do capital do banco do BRB, tem apresentado alternativas de socorro ao banco.
Uma das medidas em discussão é a entrega de nove imóveis públicos de grande porte, avaliados em R$ 6,6 bilhões, que poderiam ser vendidos ou usados como garantia em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões.
A lista inclui lotes no SIA pertencentes à Caesb, à CEB e à Novacap, a sede do Centro Administrativo do DF em Taguatinga, e a “Gleba A” de 716 hectares pertencente à Terracap, entre outros imóveis.
Riscos, aprovação e próximos passos
O plano precisa ser aprovado na Assembleia Geral Extraordinária de acionistas, convocada para o dia 16 de março, e depende da adesão dos investidores, incluindo o GDF.
A alternativa dos imóveis enfrenta resistência na Câmara Legislativa do DF e entre opositores e aliados do governo, o que pode atrasar ou alterar o formato do socorro.
Se os imóveis forem usados como garantia e o banco não honrar o compromisso, BRB e governo do DF podem vir a alienar esses bens para pagar as obrigações, o que acrescenta um elemento de risco político e patrimonial à operação.