CGT anuncia greve geral de 24 horas contra a reforma trabalhista de Milei, após aprovação no Senado por 42 votos a 30, e prepara paralisação quando Câmara debater o texto

Greve começará assim que a Câmara iniciar o debate da reforma trabalhista de Milei, projeto que flexibiliza contratos, férias, jornada e limites ao direito de greve

A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho, anunciou uma **greve geral de 24 horas** em resposta ao projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei.

A paralisação será deflagrada assim que a Câmara dos Deputados abrir o debate sobre o texto, cuja votação em plenário está prevista para antes do fim de fevereiro.

O movimento foi confirmado pela própria central sindical e foca em interromper atividades, sem atos ou mobilizações nas ruas, conforme informação divulgada pelo g1.

Contexto e tramitação

A proposta de reforma trabalhista promovida por Javier Milei foi aprovada no Senado por 42 votos a 30, na madrugada de quinta-feira (12), e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

O texto reúne dezenas de artigos e muda regras que em grande parte remontam aos anos 1970, segundo especialistas consultados pelo g1, e integra um pacote maior de medidas voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento.

Principais mudanças no projeto

A proposta, conforme descrita por observadores e citada em reportagens, flexibiliza contratos, altera regras de férias e jornada de trabalho, facilita demissões e impõe limites ao direito de greve.

Autoridades do governo defendem que as mudanças são necessárias para modernizar o mercado de trabalho e atrair investimentos, enquanto sindicatos e partidos de oposição afirmam que a reforma fragiliza direitos históricos dos trabalhadores.

Reação dos sindicatos e formato da paralisação

A convocação da greve aumenta a tensão entre o governo e as centrais sindicais, que têm forte influência política na Argentina.

Segundo a CGT, a greve não terá atos ou mobilizações nas ruas, será apenas interrupção das atividades, e começará assim que a Câmara iniciar o debate da proposta, previsto para acontecer antes do fim de fevereiro.

Riscos políticos e calendário

A expectativa do governo é votar a proposta no plenário entre 25 de fevereiro e 1º de março, quando o presidente abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso.

Analistas alertam que a tramitação na Câmara pode alterar o texto, mas a simples previsão de votação já gerou protestos e confrontos em Buenos Aires, e aumentou a mobilização sindical, segundo relatos publicados pelo g1.

As próximas semanas devem ser marcadas por negociações intensas, pressão social e acompanhamento próximo dos possíveis efeitos sobre o mercado de trabalho argentino.