Desemprego 5,2% em novembro: IBGE registra menor taxa da série histórica, queda frente ao trimestre anterior e alta de renda e massa em recorde

Resultado do IBGE para o trimestre encerrado em novembro mostra desemprego em 5,2%, menor da série histórica, com queda de 0,4 ponto e ganho de renda

O mercado de trabalho brasileiro registrou uma nova marca histórica, com a taxa de desemprego em 5,2% no trimestre encerrado em novembro. A queda consolida uma tendência de recuperação do emprego e de aumento da renda média, mesmo com níveis relevantes de informalidade.

A redução da taxa vem acompanhada de variações importantes nos números absolutos, com menos pessoas desocupadas e mais ocupadas, além de um avanço no rendimento real habitual. O cenário abre espaço para análises sobre qualidade do emprego e sustentabilidade do crescimento.

Os dados a seguir, e as comparações com períodos anteriores, ajudam a entender onde houve melhora e quais desafios permanecem, conforme informação divulgada pelo g1.

Queda da taxa e variação anual e trimestral

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em maio, houve queda de 0,4 ponto percentual na taxa de desocupação, que era de 5,6%. No mesmo trimestre de 2024, a taxa era de 6,1%, indicando recuo anual.

Com os resultados, o número absoluto de desocupados teve queda de 7,2% contra o trimestre anterior, chegando a 5,6 milhões de pessoas. Na comparação anual, o recuo é de 14,9%, o que representa 988 mil pessoas a menos entre os desempregados.

Ocupação, informalidade e composição do trabalho

No trimestre encerrado em novembro, houve alta de 0,6% na população ocupada, estimada em 103 milhões de pessoas. No ano, o aumento foi de 1,1%, com mais 1,1 milhão de pessoas ocupadas.

Entre os indicadores de composição do emprego, os números mostram: Empregados no setor privado: 53 milhões, Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões, Empregados sem carteira assinada: 13,6 milhões, Empregados no setor público: 13,1 milhões e Trabalhadores por conta própria: 26 milhões.

Ainda há elevado nível de trabalho sem proteção formal, com Trabalhadores informais: 38,8 milhões e Taxa de informalidade: 37,7%, além de População fora da força de trabalho: 66 milhões e População desalentada: 2,6 milhões.

Rendimento e massa salarial batem recordes

Os salários também avançaram, com o rendimento real habitual subindo 1,8% frente ao trimestre anterior, passando a R$ 3.574. Na comparação anual, o crescimento foi de 4,5%.

A massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 363,7 bilhões, também um novo recorde. O resultado teve ganho de 2,5% frente ao trimestre anterior, e cresceu 5,8% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

O que os números indicam para os próximos meses

Os dados mostram melhoria na absorção de mão de obra e ganho real de renda, pontos positivos para consumo e atividade, porém a presença de 38,8 milhões de trabalhadores informais e a taxa de informalidade de 37,7% apontam desafios sobre qualidade e proteção social do emprego.

Analistas e formuladores de política econômica acompanharão a evolução da massa salarial e da informalidade para avaliar se a tendência de queda do desemprego e de aumento de renda será sustentável nos próximos trimestres.