Dólar abre em alta com dados dos EUA e operação da PF contra o Banco Master, com buscas em endereços de Daniel Vorcaro e sinais do Fed movimentando mercado
Dólar oscila entre leitura de dados do Fed e repercussão da segunda fase da operação da Polícia Federal contra o Banco Master, com prisões e bloqueios que chamam atenção
O dólar abriu o dia influenciado por indicadores nos Estados Unidos e por desdobramentos da investigação no Brasil, em um cenário que junta macroeconomia e risco local.
Investidores acompanham vendas no varejo e o índice de preços ao produtor, ambos vigiados pelo Federal Reserve, e, no Brasil, reações à ação da Polícia Federal, que atingiu figuras ligadas ao Banco Master.
As informações deste levantamento foram reunidas, conforme informação divulgada pelo g1.
Resumo do pregão e números imediatos
Na véspera, a moeda americana avançou 0,06%, cotada a R$ 5,3753, e a bolsa registrou queda de 0,72%, aos 161.973 pontos. O dólar acumula na semana +0,19%, no mês -2,07%, e no ano -2,07%, enquanto o Ibovespa acumula na semana -0,84%, no mês +0,54%, e no ano +0,54%.
Operação da Polícia Federal e impacto local
Em Brasília e no Rio, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase de operação que apura suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Houve buscas em endereços ligados ao controlador, Daniel Vorcaro, e familiares.
Além de Vorcaro, a ação mira o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos. A operação também bloqueou bens, com notícia de que R$ 5,7 bilhões em bens foram bloqueados na operação.
Dados dos EUA e atenção ao Fed
Nos Estados Unidos, saem hoje indicadores que influenciam as expectativas do Fed, entre eles vendas no varejo e o índice de preços ao produtor, PPI, com economistas projetando alta de 2,70% em 12 meses para o indicador.
Recentemente, o índice de preços ao consumidor, o CPI, avançou 0,3% em dezembro, e em 12 meses até dezembro registrou alta de 2,7%, repetindo a variação registrada em novembro. Esses números mantêm o foco do mercado sobre a trajetória dos juros americanos.
Repercussões internacionais e riscos políticos
O mercado global também reagiu a tensões entre a Casa Branca e o Federal Reserve, e a fala do presidente dos EUA sobre tarifas, que pode mexer em cadeias comerciais. O presidente Donald Trump escreveu que, “Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre quaisquer e todas as transações realizadas com os Estados Unidos. Esta ordem é final e conclusiva. Agradeço a atenção a este assunto”, o que adiciona incerteza externa.
Em paralelo, dirigentes de bancos centrais internacionais emitiram nota de apoio ao chair do Fed, Jerome Powell, ressaltando a importância da independência das autoridades monetárias, fator que influencia expectativas sobre política de juros, e, consequentemente, a cotação do dólar.
O que observar nas próximas horas
O mercado seguirá atento aos dados de inflação e vendas nos EUA, à divulgação do Livro Bege pelo Fed, e a eventuais desdobramentos da operação da Polícia Federal que possam afetar atores do sistema financeiro brasileiro.
Investidores locais e estrangeiros devem monitorar notícias sobre bloqueios de bens, ações envolvendo controladores, e sinais de política monetária nos EUA, todos capazes de provocar volatilidade no dólar e no Ibovespa.