Dólar abre em queda a R$ 5,2356, com mercado de olho em emprego nos EUA, PMIs de serviços no Brasil e sinalização de corte da Selic em março
Dólar recua 0,24% na abertura, Ibovespa sobe, e atenção ao relatório ADP nos EUA, aos PMIs da S&P Global no Brasil e à ata do Copom que aponta início de redução de juros
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira em queda, recuando 0,24% na abertura, cotado a R$ 5,2356, enquanto o mercado acompanha dados de emprego nos Estados Unidos e indicadores de serviços no Brasil.
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, teve desempenho positivo na véspera, contribuindo para um clima mais ameno no mercado local, após fechar em alta de 1,58%, aos 185.674 pontos.
As atenções se dividem entre o relatório da ADP sobre criação de vagas no setor privado nos EUA, os PMIs da S&P Global no Brasil e a ata do Copom, conforme informação divulgada pelo g1.
Abertura do dólar e movimento no mercado local
Na abertura, a moeda americana operou em queda, com o câmbio reagindo a fatores externos e domésticos, e ao humor mais favorável nas bolsas. Na véspera, o dólar encerrou em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,2495.
O fluxo de notícias sobre empresas e resultados globais também pesa, mas dados internos, como o fluxo cambial e a perspectiva para a taxa Selic, têm papel importante na formação do preço do dólar no Brasil.
PMIs e indicadores de serviços, no Brasil e nos EUA
Os índices de gerentes de compras, os PMIs, são monitorados tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Nos EUA, o relatório composto e o PMI de serviços ganham atenção junto com o dado da ADP.
No Brasil, a S&P Global divulgou que o índice de serviços avançou de 50,1 em novembro para 53,7 em dezembro de 2025, apontando a expansão mais rápida em mais de um ano.
Ata do Copom e expectativa de cortes na Selic
A ata do Comitê de Política Monetária, divulgada na terça, indica que o Banco Central considera adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros a partir da próxima reunião, em março.
O documento registra que a avaliação considerou o comportamento recente da inflação e sinais de que juros elevados já começam a ter efeito sobre os preços. A Selic foi mantida em 15% ao ano na última reunião.
No mercado financeiro, a expectativa é de que o primeiro corte ocorra na reunião de março, com a Selic recuando para 14,5% ao ano, e projeção para o fim de 2026 em 12,25% ao ano.
Fluxo cambial, produção industrial e cenário internacional
O Banco Central divulgará à tarde o fluxo cambial, que na semana encerrada em 30 de janeiro, entre os dias 19 e 23, registrou saída superior à entrada em US$ 638 milhões, influenciada pelo resultado negativo da conta comercial.
A produção industrial no Brasil mostrou sinais de oscilação, recuando 1,2% em dezembro na comparação com novembro, já dessazonalizada, a maior retração desde julho de 2024, enquanto na comparação com dezembro de 2024 houve alta de 0,4%.
No exterior, Wall Street fechou em queda no pregão anterior, com o Dow Jones recuando 0,34%, o S&P 500 caindo 0,84% e o Nasdaq registrando perda de 1,43%, fatores que também influenciam o comportamento do dólar frente a moedas emergentes.
Em resumo, o movimento do dólar hoje reflete uma combinação de dados de emprego nos EUA, PMIs de serviços, indicadores locais como o fluxo cambial e a sinalização da política monetária pelo Banco Central, todos elementos que o mercado seguirá ao longo do dia.