Dólar cai na abertura, investidores monitoram JOLTS dos EUA, balanços de bancos e lucro do Itaú que pode influenciar o Ibovespa
Dólar abre em baixa, recuo de 0,15% para R$ 5,2418, com mercado atento a vagas JOLTS, gastos de tecnologia nos EUA, balanços do setor bancário e balança comercial
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira em queda, recuando 0,15% na abertura, cotado a R$ 5,2418, em um pregão marcado por atenção a indicadores nos Estados Unidos e à temporada de resultados no Brasil.
Os investidores também monitoram dados que saem hoje em Wall Street, como o relatório JOLTS de vagas de emprego, e acompanham empresas que já influenciam o humor do mercado, após previsão de gastos elevados com inteligência artificial pela Alphabet.
As atenções locais incluem a divulgação da balança comercial de janeiro, com expectativa de um superávit de US$ 3,8 bilhões, e balanços de bancos que podem alterar o ritmo do Ibovespa, conforme informação divulgada pelo g1.
Como o câmbio abriu e o que vinha acontecendo
Na véspera, o dólar fechou estável, cotada a R$ 5,2495, enquanto a bolsa caiu 2,14%, aos 181.708 pontos. A abertura em baixa reflete esse movimento e o cenário de maior cautela entre investidores.
Os indicadores acumulados mostram para o câmbio semana +0,04%, mês +0,04%, ano -4,36%, e para o Ibovespa semana +0,19%, mês +0,19%, ano +12,77%, informações que ajudam a contextualizar a performance recente dos mercados.
Dados dos EUA e resultados corporativos ganham peso
Nos Estados Unidos, o destaque do dia é o relatório JOLTS, que traz o número de vagas de emprego em aberto, divulgado depois de ter sido adiado por causa da paralisação parcial do governo americano.
Em Wall Street, o sentimento foi afetado após a Alphabet prever gastos com inteligência artificial muito acima do esperado, e agora a atenção se volta para os resultados da Amazon, na busca por sinais sobre consumo e custos em tecnologia.
Temporada de balanços no Brasil e impacto dos bancos
No Brasil, a temporada de resultados do quarto trimestre já começa a influenciar o comportamento das ações, em especial pelo peso do setor financeiro no Ibovespa.
O Itaú apresentou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, resultado que representou alta de 3,7% em relação ao trimestre anterior e de 13,2% na comparação anual, e superou as previsões dos analistas.
Por outro lado, o Santander registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, porém o resultado antes do pagamento de impostos ficou abaixo das projeções, e os papéis do Santander chegaram a registrar quedas de mais de 2%, puxando ações do setor para baixo.
O Bradesco deve divulgar seus números após o fechamento do pregão, e o desempenho desses bancos segue sendo um fator-chave para o dia na bolsa brasileira.
Panorama global e sinais mistos
Os mercados globais encerraram o pregão anterior com sinais mistos, com o Dow Jones em avanço de 0,53%, enquanto S&P 500 e Nasdaq caíram 0,51% e 1,51%, respectivamente.
Na Europa, o STOXX 600 registrou um novo recorde de fechamento, com movimentos díspares entre principais praças, como CAC 40 +1,01%, DAX -0,72% e FTSE 100 +0,85%. Na Ásia, a maioria dos mercados fechou em alta, com destaque para CSI300 +0,83% e SSEC +0,85%.
Nesse cenário global, notícias corporativas sobre investimentos em tecnologia e resultados trimestrais seguem determinando fluxo e volatilidade, mantendo os investidores em atitude de vigilância.