Dólar em alta com investidores de olho no relatório JOLTS dos EUA, balanços da Amazon e bancos brasileiros, e reação do Ibovespa aos resultados
Dólar sobe e mantém atenção sobre o relatório Jolts nos EUA, gastos com inteligência artificial da Alphabet, resultados da Amazon e balanços do setor bancário no Brasil
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (5), provocando cautela entre investidores e influenciando a abertura do mercado local.
Movimentos em Wall Street, dados de emprego nos EUA e a temporada de balanços no Brasil ampliam a volatilidade no câmbio e na bolsa.
Conferir os números e entender o impacto das empresas e indicadores é essencial para acompanhar a tendência, conforme informação divulgada pelo g1
Dólar e indicadores do dia
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (5), com avanço de 0,35% por volta das 9h45, cotado a R$ 5,2674.
Na véspera, o dólar fechou estável, cotada a R$ 5,2495, enquanto a bolsa caiu 2,14%, aos 181.708 pontos.
No acompanhamento de curto prazo, os números acumulados mostram uma movimentação contida, com dados divulgados indicando, Acumulado da semana: +0,04%;Acumulado do mês: +0,04%;Acumulado do ano: -4,36%, enquanto o Ibovespa registra Acumulado da semana: +0,19%;Acumulado do mês: +0,19%;Acumulado do ano: +12,77%.
Por que o dólar tem subido
Parte da pressão vem da atenção ao mercado de trabalho americano, com a divulgação do relatório Jolts, que informa o número de vagas de emprego em aberto nos EUA.
Além disso, a leitura do mercado foi abalada por projeções de gastos maiores que o esperado em inteligência artificial pela Alphabet, e agora os investidores voltam os olhos para os resultados da Amazon.
No Brasil, a balança comercial de janeiro também entra na conta, a projeção é de um superávit de US$ 3,8 bilhões no período, fator que pode influenciar o fluxo de dólares.
Temporada de balanços e efeito no Ibovespa
A temporada de divulgação dos resultados do quarto trimestre influencia diretamente a bolsa brasileira, pelo peso do setor financeiro no índice.
Na véspera, o Itaú informou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre. O valor representa crescimento de 3,7% frente ao trimestre anterior e de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado, além de ter ficado acima das expectativas do mercado.
Entre os destaques, o Santander registrou um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com o esperado pelo mercado, porém com resultado antes do pagamento de impostos abaixo das projeções, o que levou os papéis do banco a recuarem.
Os papéis do Santander registraram quedas de mais de 2% na sessão, movimento que se espalhou pelo setor bancário e ajudou a pressionar o Ibovespa, enquanto investidores aguardam resultados do Bradesco e mais divulgações nos próximos dias.
Bolsas globais e cenário externo
Os mercados globais fecharam a sessão anterior com sinais mistos, em um ambiente de cautela entre investidores, o que contribui para a trajetória do câmbio.
Em Wall Street, o Dow Jones registrou um avanço de 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,51% e 1,51%, respectivamente.
Na Europa, o índice STOXX 600 registrou novo recorde de fechamento, com movimentação sem direção única entre os principais mercados.
Na Ásia, a sessão foi majoritariamente positiva, com o CSI300 avançou 0,83% e o SSEC, de Xangai, subiu 0,85%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,05%. No Japão, o Nikkei avançou 0,78%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 1,57%. Em Taiwan, o Taiex registrou alta de 0,29%, e, em Cingapura, o Straits Times encerrou o dia com ganho de 0,43%.
Para os próximos dias, o mercado seguirá atento aos resultados corporativos, principalmente da Amazon, e às divulgações locais como o balanço do Bradesco, previsto para após o fechamento da bolsa, fatores que podem manter a volatilidade do dólar e do Ibovespa.