Dólar em alta com produção industrial do Brasil e dados de emprego nos EUA, oferta de petróleo venezuelano e falas de Trump mexem com o mercado
Dólar avança enquanto investidores avaliam produção industrial de novembro no Brasil, pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, e venda de petróleo venezuelano aos EUA
O mercado cambial abriu em alta nesta quinta-feira, com o dólar reagindo a uma agenda repleta de indicadores domésticos e internacionais, e a notícias sobre a venda de petróleo venezuelano aos Estados Unidos.
Investidores também monitoram dados do mercado de trabalho americano e sinais da recuperação ou enfraquecimento da atividade industrial no Brasil, fatores que podem alterar fluxo de capitais e expectativas de política monetária.
Os dados e citações desta matéria foram compilados conforme informação divulgada pelo g1.
Como o dólar começou o dia
Na abertura, o dólar seguiu em alta, “avançando 0,14% às 9h02, aos R$ 5,3906”. Na véspera, “a moeda americana teve um avanço de 0,12%, cotada em R$ 5,3858. Já a bolsa caiu 1,03%, aos 161.975 pontos”, números que mostram volatilidade entre câmbio e ações.
As séries acumuladas refletem movimentos recentes mais amplos, com o câmbio e o mercado acionário apresentando trajetórias distintas, e com os agentes acompanhando indicadores diários para ajustar posições.
Agenda econômica e sinais que pesam no câmbio
No Brasil, saem hoje os dados da produção industrial de novembro, com expectativa de crescimento de 0,2% no mês e queda de 0,1% no acumulado de 12 meses, indicadores que podem influenciar o real.
Nos Estados Unidos, investidores aguardam os números de emprego pela manhã, com previsão de cerca de 210 mil pedidos de Auxílio-Desemprego, e é esperado déficit de US$ 58,9 bilhões na balança comercial, dados que ajudam a compor o quadro do mercado de trabalho e do comércio exterior dos EUA.
Efeito do petróleo venezuelano e falas de Trump
Outra peça relevante para os mercados é o movimento em torno do petróleo venezuelano. O presidente Donald Trump afirmou que o governo americano deve continuar “administrando” a Venezuela e extraindo petróleo das reservas do país “por muitos anos”.
Segundo Trump, o governo interino, assumido por Delcy Rodríguez, “está nos dando tudo o que consideramos necessário”. O Departamento de Energia dos EUA informou que as vendas do petróleo venezuelano já começaram e devem continuar por tempo indeterminado, com toda a receita depositada em contas controladas pelos EUA.
Trump declarou ainda que “O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos Estados Unidos”. O volume anunciado corresponde a cerca de dois meses da produção venezuelana, potencialmente ampliando oferta e pressionando preços internacionais.
Bolsas globais e panorama final
Em Wall Street, os mercados fecharam sem direção única, com o Nasdaq Composite subindo 0,17%, enquanto S&P 500 e Dow Jones recuaram 0,34% e 0,96%, respectivamente. Na Europa, a inflação da zona do euro desacelerou para 2% em dezembro.
No fechamento global, índices tiveram variação mista, e na Ásia os mercados também mostraram performances diversas, com destaque para a China, onde índices permanecem próximos de máximos recentes.
Os números do câmbio e da bolsa refletem a interação entre indicadores econômicos, decisões políticas e acontecimentos geopolíticos, com o dólar sensível a cada novidade sobre atividade, emprego e oferta de commodities.
Indicadores citados, conforme informação divulgada pelo g1: “avançando 0,14% às 9h02, aos R$ 5,3906”, “Na véspera, a moeda americana teve um avanço de 0,12%, cotada em R$ 5,3858. Já a bolsa caiu 1,03%, aos 161.975 pontos”, “Acumulado da semana: -0,70%;Acumulado do mês: -1,87%;Acumulado do ano: -1,87%.”