Dólar em queda com cautela sobre o Fed e tensões geopolíticas, investidores monitoram Boletim Focus, Selic, PIB e ameaça de tarifas de Trump

Mercado reage à possibilidade de mudança na presidência do Fed, à ameaça de tarifas dos EUA ao Canadá, e ao Boletim Focus que ajustou as projeções de inflação, Selic e dólar

O dólar abriu a sessão em queda, com investidores adotando postura de cautela diante de sinais sobre a liderança do banco central americano e de tensões geopolíticas que elevam a aversão ao risco.

Ao mesmo tempo, dados e previsões domésticas mantêm atenção, já que o cenário local de juros e atividade econômica influencia diretamente a cotação da moeda.

As informações e números a seguir foram divulgados por fontes do mercado, conforme informação divulgada pelo g1.

Movimentos recentes do dólar e da Bolsa

O dólar começou a sessão desta segunda-feira (26) em queda de 0,22%, sendo cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h. Na última sessão, Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867. Esses movimentos mostram volatilidade reduzida, com traders atentos a eventos em Washington e a dados locais.

O cenário de risco também ajudou o mercado acionário brasileiro, com recuperação consistente. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 1,86% nesta sexta-feira, aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos.

Acumulado da semana: -1,60%;Acumulado do mês: -3,68%;Acumulado do ano: -3,68%.

Ibovespa, Acumulado da semana: +8,53%;Acumulado do mês: +11,01%;Acumulado do ano: +11,01%.

Fatores internacionais, Fed e tensões geopolíticas

Nos Estados Unidos, cresce a expectativa sobre a escolha do novo presidente do Fed, com rumores de que o presidente Donald Trump pode sinalizar o nome do sucessor de Jerome Powell, gerando questionamentos sobre a autonomia do banco central e cautela entre investidores.

Além disso, a escalada nas declarações entre EUA e aliados adiciona risco político. Trump voltou a ameaçar aplicar tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo com a China, o que acendeu alertas sobre represálias e efeitos em cadeias de comércio globais.

Em resposta às tensões, o Ministério das Relações Exteriores da China declarou, citando seu porta‑voz, “A China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto”, disse o porta-voz do ministério, Guo Jiakun.

Agenda doméstica e Boletim Focus

No Brasil, a atenção se volta ao Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, que mostrou ajustes nas expectativas dos economistas do mercado financeiro.

Segundo o levantamento, economistas reduziram a projeção da inflação para 2026 de 4,02% para 4%. Ainda conforme o documento, A expectativa para a Selic é de queda para 12,25% ao final do ano, enquanto o PIB deve crescer 1,8% e o dólar fechar em R$ 5,51. Essas alterações reverberam nas decisões de alocação de investidores domésticos, que já precificam trajetória de juros em queda.

Perspectiva dos mercados e principais riscos

Futuros em Wall Street operaram em terreno negativo antes da abertura, refletindo cautela com decisões de juros e balanços de empresas, enquanto bolsas europeias mostraram leves recuos. No curto prazo, o mercado segue sensível a três vetores principais, volatilidade externa, definição sobre o comando do Fed, e dados econômicos locais.

Para quem acompanha a cotação do dólar, a combinação de menor pressão externa em alguns momentos e a expectativa de queda da Selic no Brasil pode limitar altas acentuadas, embora episódios de risco geopolítico mantenham o potencial de movimentos bruscos.

Investidores devem seguir acompanhando anúncios oficiais, decisões políticas internacionais e os próximos relatórios de inflação e atividade, que serão determinantes para a direção do câmbio nas próximas semanas.