Dólar sobe a R$ 5,2674 com investidores de olho no relatório Jolts dos EUA, balanços de bancos como Itaú e Bradesco, e resultados da Amazon que mexem com o mercado

Dólar opera em alta por volta das 9h45, cotado a R$ 5,2674, com atenção ao relatório Jolts, à temporada de balanços e aos resultados de gigantes como Amazon

O dólar comercial avançava nesta quinta-feira, refletindo a combinação de dados de emprego dos EUA e a temporada de resultados corporativos, fatores que têm movido posições de investidores no Brasil e no exterior.

A moeda estava cotada a R$ 5,2674 por volta das 9h45, depois de ter fechado estável na véspera em R$ 5,2495, enquanto a bolsa brasileira iniciou o dia com cautela e impacto setorial.

Esses movimentos têm sido observados em meio a relatórios corporativos e indicadores internacionais, conforme informação divulgada pelo g1.

Por que o dólar sobe hoje

O principal destaque externo é o relatório Jolts, que traz o número de vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos, dado que havia sido adiado devido à paralisação parcial do governo americano.

Além disso, o avanço das ações em Wall Street foi afetado por projeções de custos elevados em inteligência artificial por parte da Alphabet, e a atenção do mercado se voltou para os resultados da Amazon.

No mercado doméstico, a expectativa por números trimestrais e pela balança comercial de janeiro, com projeção de superávit de US$ 3,8 bilhões, também contribui para a volatilidade do dólar.

Impacto dos balanços e do setor bancário

A temporada de divulgação de resultados do quarto trimestre já influencia o comportamento do Ibovespa, porque bancos têm peso relevante no índice.

O Itaú informou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, crescimento de 3,7% frente ao trimestre anterior e de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado, superando expectativas do mercado.

Por outro lado, o Santander registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no trimestre, em linha com o esperado, mas o resultado antes do pagamento de impostos ficou abaixo das projeções e menor que no ano anterior, o que pressionou as ações do setor.

As quedas em papéis de bancos como Santander, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú chegaram a superar 2% em sessão, e esse movimento tende a influenciar o desempenho do índice brasileiro.

Cenário externo e bolsas globais

Os mercados globais encerraram o pregão anterior com sinais mistos, em um ambiente de maior cautela entre investidores, o que reverbera no câmbio.

Em Wall Street, o Dow Jones avançou 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuaram 0,51% e 1,51%, respectivamente.

Na Europa, o STOXX 600 atingiu novo recorde de fechamento, com o CAC 40 subindo 1,01%, o DAX caindo 0,72% e o FTSE 100 avançando 0,85%. Na Ásia, índices como CSI300 e SSEC avançaram 0,83% e 0,85%, e o Nikkei subiu 0,78%.

Perspectivas e próximos eventos

No curto prazo, o mercado seguirá acompanhando a divulgação dos balanços locais, incluindo o Bradesco, que apresenta resultados após o fechamento da bolsa, e também a agenda corporativa internacional, como os relatórios da Amazon.

Os acumulados mostram que o dólar tem variações pequenas na semana e no mês, com acumulado da semana em +0,04%, do mês em +0,04% e do ano em -4,36%, enquanto o Ibovespa registra acumulado da semana em +0,19%, do mês em +0,19% e do ano em +12,77%.

Investidores seguem atentos às próximas divulgações e ao comportamento dos bancos, porque os resultados têm potencial para sustentar ou pressionar a bolsa brasileira, e isso tende a influenciar a trajetória do dólar nos próximos dias.