EUA autorizam cinco petroleiras a retomar operações na Venezuela, OFAC libera BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell para transações no setor de petróleo e gás

Medida do Departamento do Tesouro autoriza, sob condições, “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás na Venezuela”, e busca ampliar produção após mudança de poder

EUA autorizam petroleiras na Venezuela, com licenças que liberam cinco multinacionais a retomar atividades, em uma iniciativa que busca aumentar a produção energética do país.

As autorizações, concedidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, permitem operações condicionadas e envolvem negociações complexas entre empresas e autoridades.

BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell receberam liberação para atuar no país, em um movimento alinhado ao novo cenário político venezuelano, conforme informação divulgada pelo g1

O que as licenças permitem

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, do Departamento do Tesouro, emitiu licenças gerais para BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell.

Segundo a divulgação, as autorizações permitem, textualmente, “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás na Venezuela”, sob determinadas condições.

Em prática, isso abre caminho para contratos, manutenção de campos e repasse de receitas, desde que as empresas cumpram os termos impostos pelo OFAC.

Contexto político e objetivo da medida

A decisão ocorre em um momento em que o governo dos Estados Unidos busca ampliar a produção venezuelana, após a destituição e prisão do presidente do país.

Integrantes do governo Trump vêm trabalhando com a líder interina Delcy Rodriguez após a derrubada do líder socialista Nicolas Maduro, em 3 de janeiro, movimento que muda a dinâmica das sanções e dos acordos comerciais.

O objetivo declarado é recompor oferta, atrair investimentos e estabilizar mercados, conciliando interesses geopolíticos e comerciais.

Riscos, condições e impacto no mercado

As licenças são gerais, mas acompanham condições rígidas, com supervisão do OFAC e requisitos de conformidade que podem limitar operações sensíveis.

Analistas alertam que a retomada pode levar semanas ou meses, por conta de revisões contratuais, logística e necessidade de garantir segurança jurídica para investidores.

No mercado internacional, a perspectiva de aumento de oferta venezuelana pode pressionar preços a médio prazo, dependendo do ritmo de retomada das atividades.

Próximos passos esperados

Empresas e autoridades devem agora negociar detalhes operacionais e financeiros, e cumprir exigências do Departamento do Tesouro, para ativar projetos existentes.

Será preciso acompanhar comunicados oficiais das petroleiras e do OFAC, e também a evolução política interna da Venezuela, que influenciará a velocidade e a escala da retomada.

EUA autorizam petroleiras na Venezuela representa uma mudança significativa na abordagem americana, com efeitos que vão do setor energético ao campo diplomático.