Incêndio em bar na Suíça mata cerca de 40 na virada do Ano-Novo, relatos de sobreviventes e investigação apontam vela ou sinalizador como possível causa
No incêndio em bar na Suíça em Crans-Montana, chamas se espalharam em segundos e deixaram dezenas de mortos e mais de 100 feridos, com testemunhos chocantes
Uma celebração de Ano-Novo em um bar de estação de esqui nos Alpes suíços terminou em tragédia quando o teto do local pegou fogo em poucos segundos.
Dezenas de jovens ficaram desorientados pela fumaça, muitos tentaram escapar, e socorristas trabalharam durante a noite para resgatar feridos e encaminhar vítimas a hospitais na Suíça e no exterior.
Autoridades locais dizem que sinalizadores ou velas pirotécnicas sobre garrafas podem ter iniciado o incêndio, e vídeos das redes sociais mostram o fogo se espalhando rapidamente pelo teto do bar, com pessoas correndo em pânico, gritando e sufocadas pela fumaça, conforme informação divulgada pelo g1
Como as chamas se espalharam
O fogo atingiu o bar de dois pavimentos e consumiu o subsolo, enquanto a fumaça invadia todo o espaço e o andar superior, deixando muitos frequentadores presos e desorientados pelas chamas e pela escuridão.
Sobre a causa, a promotora do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, afirmou em coletiva de imprensa o seguinte, traduzido para o português: "Tudo indica que o fogo se originou por causa de sinalizadores ou velas pirotécnicas colocadas sobre garrafas de champanhe, que chegaram demais do teto. Isso provocou um incêndio rápido, muito rápido e generalizado".
Relatos de testemunhas e imagens
Testemunhas descreveram cenas de pavor e pessoas tentando socorrer as vítimas. Elliot Alvarez, morador de Crans-Montana, relatou à AFP, traduzido para o português, "Estávamos no bar Monkey’s, bem ao lado, e dez minutos antes tínhamos passado em frente ao Le Constellation", e acrescentou, "Uma amiga nos ligou em pânico e nos explicou que aparentemente tinha havido uma explosão".
Em vídeos e depoimentos, há descrições de frequentadores quebrando vidraças para escapar, feridos ensanguentados e pessoas com roupas coladas ao corpo. Adrien, um turista francês, disse no TikTok: "Vi pessoas saindo quebrando as vidraças com cadeiras. As pessoas saíam muito mal, ensaguentadas, com a roupa destroçada, colada ao corpo, foi uma catástrofe".
Outros relatos são igualmente chocantes. Léandre contou ao jornal Blick que havia "pessoas carbonizadas, que tentamos ajudar ao máximo… Tentaram cobri-las, pois já estavam sem roupas". O turista belga Edmond Cocquyt disse ter visto corpos "cobertos com um lençol branco" e "gente jovem totalmente queimada, que continuava viva… Gritando de dor".
Vítimas e atendimento
As autoridades divulgaram dados sobre o balanço inicial do ataque: O fogo matou cerca de 40 pessoas, segundo o chefe da polícia de Valais, Frédéric Gisler, e feriu 119, dos quais pelo menos 80 se encontram em estado crítico, acrescentou o presidente do cantão, Mathias Reynard.
Os feridos foram encaminhados a hospitais suíços e alguns foram transferidos para unidades na França e na Itália. Em Milão, Umberto Marcucci disse aos jornalistas estar "agradecido aos céus" porque seu filho Manfredi, um dos quatro italianos atendidos lá, havia escapado com vida, com queimaduras em 30% ou 40% do corpo, segundo relato citado na cobertura.
Os bombeiros controlaram rapidamente a situação e estabeleceram um perímetro de segurança, enquanto equipes médicas atendiam os feridos e hospitais fizeram triagem para casos críticos.
Investigação e próximos passos
As autoridades locais abriram investigação para apurar responsabilidades e confirmar a dinâmica do incêndio, com base em imagens, testemunhos e perícias técnicas do local.
Promotores e policiais do cantão de Valais avaliam o uso de sinalizadores e velas pirotécnicas em ambientes fechados e a eventual negligência na segurança do estabelecimento, enquanto as famílias aguardam informações sobre desaparecidos e a lista final de vítimas.
O espaço público permanece em choque e autoridades prometem acelerar os esclarecimentos sobre o ocorrido, além de apoio às vítimas e às famílias afetadas.