Incêndio em bar na Suíça no Ano-Novo mata cerca de 40, deixa 119 feridos e gera relatos de vítimas queimadas após velas e sinalizadores atingirem o teto
Investigação aponta que velas ou sinalizadores colocados sobre garrafas de champanhe alcançaram o teto, provocando um incêndio rápido, muito rápido e generalizado em bar de estação de esqui
Na madrugada de Ano-Novo, uma comemoração em um bar de uma estação de esqui nos Alpes suíços terminou em tragédia, com dezenas de mortos e muitos feridos.
Testemunhas descrevem cenas de pânico, fumaça densa e pessoas tentando fugir, enquanto equipes de socorro agiram para atender os feridos e evacuar vítimas para hospitais na Suíça e no exterior.
Os detalhes do ocorrido e relatos de sobreviventes constam em reportagens locais e internacionais, conforme informação divulgada pelo g1.
Como o incêndio começou e hipótese da promotoria
Segundo autoridades citadas pela imprensa, o fogo teve início após o uso de sinalizadores ou velas pirotécnicas colocadas sobre garrafas de champanhe, que teriam chegado perto do teto e iniciado as chamas.
A promotora do cantão do Valais, Béatrice Pilloud, declarou, “Tudo indica que o fogo se originou por causa de sinalizadores ou velas pirotécnicas colocadas sobre garrafas de champanhe, que chegaram demais do teto. Isso provocou um incêndio rápido, muito rápido e generalizado“.
O local, conhecido como Le Constellation, costumava adotar apresentações com velas, segundo relatos. Vídeos publicados nas redes sociais mostram o teto em chamas e visitantes correndo em meio a fumaça.
Relatos de testemunhas, cenas de pânico e socorro
Testemunhas contaram que, por volta de 1h30 do dia 1º, a fumaça já saía do bar, e segundos depois a polícia foi avisada, conforme relatos à imprensa.
Elliot Alvarez, morador de Crans-Montana, relatou, “Estávamos no bar Monkey’s, bem ao lado, e dez minutos antes tínhamos passado em frente ao Le Constellation”, e descreveu a chegada ao local onde já havia “um importante dispositivo de socorro” e pessoas queimadas.
Outro relato, de Nathan, apontou que “Pediam ajuda, gritavam” dentro do bar, e Adrien, em vídeo no TikTok, disse, “Vi pessoas saindo quebrando as vidraças com cadeiras. As pessoas saíam muito mal, ensaguentadas, com a roupa destroçada, colada ao corpo, foi uma catástrofe”.
Léandre, que estava do lado de fora, descreveu uma cena “muito triste”, com “pessoas carbonizadas, que tentamos ajudar ao máximo… Tentaram cobri-las, pois já estavam sem roupas”. Edmond Cocquyt disse ter visto corpos “cobertos com um lençol branco” e “gente jovem totalmente queimada, que continuava viva… Gritando de dor”.
Vítimas, feridos e atendimento nos hospitais
O fogo matou cerca de 40 pessoas, segundo o chefe da polícia de Valais, Frédéric Gisler, e feriu 119, dos quais pelo menos 80 se encontram em estado crítico, acrescentou o presidente do cantão, Mathias Reynard.
As chamas consumiram o subsolo do bar de dois pavimentos, e a fumaça tomou os espaços, deixando muitos desorientados e presos ao tentar sair pela porta de acesso.
Os feridos foram encaminhados a vários hospitais na Suíça e alguns foram transferidos para unidades na França e na Itália. Em Milão, Umberto Marcucci afirmou aos jornalistas, “Meu filho está ferido, mas está bem, está vivo”, referindo-se a um jovem italiano com queimaduras em grande parte do corpo, que sobreviveu ao incêndio.
Imagens, investigação e consequências
VÍdeos e fotos amplamente divulgados mostram o teto em chamas e pessoas correndo, além de cenas de garçonetes e frequentadores erguendo garrafas com velas, práticas que agora estão sob escrutínio das autoridades.
As equipes de bombeiros controlaram o incêndio e isolaram a área. A investigação vai apurar responsabilidades, segurança do local e se havia autorizações e medidas contra risco de incêndio.
O episódio reacende o debate sobre normas de segurança em casas noturnas e bares, especialmente em ambientes com decoração inflamável e cerimônias que envolvem fogo, e as autoridades prometem esclarecimentos nos próximos dias.
Reportagem baseada em relatos de testemunhas, declarações de autoridades e matérias divulgadas pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.