João Carlos Mansur investigado pela PF, quem é o ex-executivo da Reag, suas ligações com o Banco Master e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões
Entenda a carreira de João Carlos Mansur, fundador da Reag, as acusações envolvendo desvio de recursos e o sequestro de bens em operação da Polícia Federal
João Carlos Mansur virou alvo de investigação da Polícia Federal em operação que também atinge outros nomes do mercado financeiro.
Autoridades apuraram suposta captação indevida de recursos, aplicação em fundos e desvio para patrimônio de terceiros, medidas que levaram a apreensões e bloqueios de alto valor.
Os detalhes da ação e das medidas cautelares foram divulgados pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.
Perfil e trajetória profissional
João Carlos Mansur é bacharel em ciências contábeis, fundador da Reag Investimentos, criada em 2012, e afirma ter 35 anos de experiência no mercado financeiro.
Em seu perfil profissional, Mansur diz ter estruturado mais de 200 fundos, incluindo Fundos de Investimento Imobiliário, Fundos de Investimento em Participações e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, e ter atuado em áreas como auditoria, controladoria e análise de investimentos.
Ao longo da carreira, trabalhou em empresas como PricewaterhouseCoopers, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, e participou da criação do estádio Allianz Parque. Também integrou a joint venture Trump Realty Brazil entre 2003 e 2006, projeto que não se concretizou.
O que a investigação apura
A apuração inclui, segundo a reportagem, captação de recursos, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de terceiros, com alvos que vão além de Mansur.
Nelson Tanure também é alvo da operação, e, no cumprimento das medidas, foi determinado o bloqueio e sequestro de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
Além disso, durante as buscas e apreensões foram recolhidos bens como carros e relógios de luxo, e, até a última atualização, contabilizou-se R$ 97,3 mil em dinheiro vivo encontrado pelos agentes.
Em um dos endereços ligados à investigação, o celular do proprietário do Banco Master foi apreendido, conforme os autos da operação.
Medidas judiciais e âmbito da ação
A decisão que autorizou as buscas e os bloqueios foi expedida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e envolveu a expedição de 42 mandados de buscas.
Os mandados foram cumpridos em São Paulo, inclusive em endereços na Avenida Faria Lima, e também em locais nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Controvérsias anteriores e impacto
Mansur já deixou a presidência do conselho da Reag Investimentos em setembro do ano passado, após a empresa ter sido mencionada em uma investigação maior que envolveu apurações sobre redes de crimes financeiros.
Na ocasião, as investigações da Polícia Federal apontaram, segundo a reportagem de origem, que houve irregularidades em várias etapas de produção e distribuição de combustíveis no país, além de um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro que teria envolvido fintechs, fundos de investimentos e outras empresas do setor financeiro.
O desdobrar dessa operação e as medidas sobre bloqueio de ativos e apreensões podem ter impacto sobre gestores, cotistas e parceiros envolvidos em fundos e estruturas montadas por executivos e empresas citadas.
Fontes oficiais seguem investigando os fatos, e novas informações podem surgir à medida que a investigação avança em diferentes frentes.