Kathryn Ruemmler, advogada do Goldman Sachs, pede demissão após mensagens ligando-a a Jeffrey Epstein, investigação do Departamento de Justiça e saída em 30 de junho
Mensagens do Departamento de Justiça indicam proximidade entre Kathryn Ruemmler e Jeffrey Epstein, e motivaram investigação interna e pressão sobre a executiva no banco
A principal consultora jurídica do Goldman Sachs pediu demissão, informando que sua saída visa evitar que “a atenção da mídia” em torno do seu nome se torne uma distração para o banco.
As mensagens divulgadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos mostram conversas que sugerem uma relação continuada entre Kathryn Ruemmler e o ex-financista Jeffrey Epstein, inclusive com termos afetivos usados pela advogada.
O anúncio da demissão, que será efetiva a partir de 30 de junho, ocorre após intensificação da investigação sobre os contatos, e reacende questionamentos sobre vínculos antigos entre executivos e Epstein, conforme informação divulgada pelo g1.
O que as mensagens revelaram
As comunicações tornadas públicas indicam que Kathryn Ruemmler, em alguns trechos, se referia a Epstein como “querido” e “Tio Jeffrey”, e manteve contato com ele mesmo depois da condenação de 2008 por aliciar uma menor para fins sexuais.
Reportagens também apontam que Ruemmler foi uma das três pessoas que receberam ligações de Epstein após sua prisão, em julho de 2019, situação que ganhou destaque nas apurações recentes.
Reação do Goldman Sachs e cronograma de saída
Em comunicado, o CEO David Solomon disse que respeita a decisão da executiva e agradeceu a Ruemmler pela “qualidade de suas orientações jurídicas em temas relevantes” para o grupo.
O banco informou que a saída da diretora jurídica ocorrerá em 30 de junho, e afirmou que a mudança busca preservar o foco das operações diante da cobertura da imprensa.
Carreira e cargos anteriores de Kathryn Ruemmler
Kathryn Ruemmler trabalhava no Goldman Sachs desde 2020, após longa carreira em escritórios e no serviço público. Ela ocupou cargos no Departamento de Justiça entre 2009 e 2011, e foi conselheira jurídica na Casa Branca até junho de 2014.
Antes de integrar o banco, Ruemmler atuou no escritório Latham & Watkins, com foco em direito corporativo e mercado de capitais, posição em que aparece nos relatos sobre contatos com Epstein.
Impactos e desdobramentos
A saída de Kathryn Ruemmler pode intensificar escrutínios sobre relações pessoais entre executivos e figuras ligadas a crimes sexuais de alto perfil, e levar a revisões internas em políticas de conduta e riscos reputacionais.
Fontes e reportagem indicam que, inicialmente, o Goldman Sachs manifestou apoio à executiva, mas a nova divulgação das mensagens tornou a continuidade insustentável diante da pressão pública.
As autoridades e analistas seguirão avaliando se as comunicações reveladas pelo Departamento de Justiça implicam em responsabilidades legais ou processos internos adicionais para o banco e para pessoas envolvidas.