Licenças dos EUA para petroleiras na Venezuela, OFAC autoriza BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell a retomar operações de petróleo e gás
As licenças dos EUA para petroleiras na Venezuela permitem transações vinculadas ao setor de petróleo ou gás, sob condições, enquanto Washington busca ampliar a produção
Autoridades dos Estados Unidos emitiram autorizações que permitem a retomada de atividades de cinco grandes petrolíferas na Venezuela, em um momento de reorganização política no país.
As empresas incluídas na medida receberam permissão para realizar operações ligadas à produção de petróleo e gás, desde que observem regras e condições estabelecidas pelo governo dos EUA.
O anúncio ocorre em meio a esforços de Washington para aumentar a oferta energética venezuelana e se alinhar com o novo governo interino, conforme informação divulgada pelo g1.
O que as licenças autorizam
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, OFAC, do Departamento do Tesouro dos EUA, emitiu licenças gerais que permitem que BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell retomem atividades na Venezuela sem serem alvo de sanções.
As autorizações permitem “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás na Venezuela”, sob determinadas condições, segundo comunicado citado pela reportagem.
Por que os EUA tomaram a decisão
A medida tem objetivo claro de ampliar a produção energética venezuelana, e vem na esteira de mudanças políticas no país, que afetam controle e gestão das instalações petrolíferas.
Integrantes do governo Trump vêm trabalhando com a líder interina Delcy Rodriguez após a derrubada do líder socialista Nicolas Maduro, em 3 de janeiro, e a autorização integra esse esforço diplomático e energético.
Impacto no mercado e próximos passos
Especialistas apontam que a volta das multinacionais pode acelerar a reparação de infraestrutura e a retomada de poços paralisados, com efeitos potenciais sobre oferta global de petróleo.
As empresas devem cumprir requisitos de conformidade e condições específicas previstas nas licenças do OFAC, e a retomada das operações dependerá de negociações locais, segurança e logística.
Em comunicado, a decisão foi descrita como uma autorização para atuar em atividades do setor, permitindo transações essenciais enquanto o governo dos EUA monitora a implementação das condições, segundo relatos divulgados pelo g1.