Liquidação do Banco Pleno: BC decreta fim do banco controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro após perda de liquidez e descumprimento de normas
Banco Pleno tem liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, instituição vendida ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, por deterioração financeira e descumprimento de normas
A liquidação do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora foi decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira, após agravamento da situação econômico-financeira e problemas de liquidez.
A medida estende-se ao conglomerado ligado ao Banco Master, vendido no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
A decisão do regulador cita também o descumprimento de normas e determinações do próprio Banco Central, e prevê apuração de responsabilidades que pode levar a sanções administrativas.
conforme informação divulgada pelo g1
Por que o Banco Central decidiu pela liquidação
O Banco Central informou que a liquidação extrajudicial foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldade para pagar suas obrigações no dia a dia.
Na nota, o regulador afirmou, entre aspas, “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.”
Sobre o tamanho e a exposição do sistema financeiro
O conglomerado era de pequeno porte, com participação de apenas 0,04% nos ativos totais do sistema financeiro. Até setembro do ano passado, o total de ativos do setor somava R$ 18,07 trilhões, o que coloca a participação do Pleno em cerca de R$ 7,2 bilhões.
Nas captações, a participação era de 0,05% do total de R$ 13,1 trilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 6,5 bilhões, segundo dados do Banco Central.
Consequências imediatas para clientes e controladores
Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis, conforme determina a legislação. O BC também informou que seguirá apurando responsabilidades e que as investigações podem resultar em sanções e no envio de informações a outras autoridades.
Para clientes, a liquidação extrajudicial pode significar restrições temporárias ao acesso a serviços e ao patrimônio do banco, até que o liquidante e o regulador definam os procedimentos para pagamento de credores e reembolso de depositantes.
Próximos passos do Banco Central
O Banco Central continuará as apurações internas e administrativas e poderá aplicar sanções aos responsáveis, além de encaminhar informações para demais autoridades competentes.
Embora o impacto no sistema seja considerado limitado pela pequena participação do Banco Pleno, o caso reforça a atuação do regulador no monitoramento de liquidez e no cumprimento das normas prudenciais, e alerta para o acompanhamento de instituições após mudanças de controle.