Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa adicional de 10%, entenda impacto imediato sobre importações, acordos com Japão, UE e Reino Unido e números do déficit
Novas tarifas dos EUA aplicam 10% a importações não isentas, CBP publicou aviso, governo sinaliza aumento futuro e medida segue decisão da Suprema Corte
As **novas tarifas dos EUA** começaram a valer nesta terça-feira, com a imposição de uma tarifa adicional de 10% sobre produtos que não estejam listados como isentos. A cobrança foi anunciada em um aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras, a CBP.
A medida foi apresentada após decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas anteriores, e o presidente Donald Trump havia dito anteriormente que poderia elevar a taxa para 15%, mas a aplicação inicial foi de 10%.
O anúncio aumentou a incerteza sobre a política comercial americana e reacendeu negociações com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido, conforme informação divulgada pelo g1.
O que muda na prática e como a medida foi justificada
A CBP informou que, exceto os produtos listados como isentos, as importações “estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 10%”. A regulamentação corresponde à taxa inicialmente anunciada pelo presidente, e a cobrança começou à meia-noite.
No sábado anterior, Trump havia afirmado que elevaria o percentual para 15%, e fontes citadas pela imprensa indicaram que um aumento para 15% poderia ocorrer posteriormente por meio de um decreto formal, embora essa informação não tenha sido confirmada de imediato por todas as fontes.
Na justificativa presidencial, a medida se baseia em um diagnóstico de desequilíbrio nas contas externas dos EUA, e o governo citou dados que apontam para um déficit comercial anual de US$ 1,2 trilhão em bens, e um déficit em conta corrente equivalente a 4% do PIB, além da reversão do superávit de renda primária.
Contexto legal e histórico das tarifas
A chamada Seção 122 da legislação americana autoriza o presidente a impor tarifas por até 150 dias a todos os países, com o objetivo de enfrentar déficits considerados “grandes e graves” na balança de pagamentos e problemas estruturais no sistema de pagamentos internacionais.
Antes da decisão da Suprema Corte, haviam tarifas com alíquotas variadas, e, segundo reportagens, “essas tarifas anteriores variavam de 10% a 50%”. A nova taxa de 10% substitui temporariamente esse conjunto, até que novas medidas sejam formalizadas, se for o caso.
Reações internacionais e próximos passos
O anúncio provocou pedidos de garantias por parte de aliados comerciais. O Japão pediu que seja tratado, no novo regime, de forma tão favorável quanto no acordo atual, e tanto a União Europeia quanto o Reino Unido sinalizaram que desejam preservar acordos firmados recentemente.
Trump advertiu que países que recuarem de compromissos com os EUA poderão enfrentar tarifas ainda mais altas, com base em outras leis comerciais, o que adiciona pressão sobre negociações em curso.
Economias exportadoras, cadeias de suprimentos e mercados estarão atentos a eventuais atos administrativos que formalizem qualquer aumento, e a vigência inicial de 10% deve ser acompanhada pelas empresas e governos impactados.
Especialistas e autoridades afirmam que a definição de isenções e a lista de produtos cobertos serão determinantes para o efeito final da medida sobre preços ao consumidor, indústria e comércio exterior.