Petrobras vai atender pedido do MPF sobre vazamento de fluido de perfuração no Amapá, e confirma segurança das operações no poço Morpho

Ministério Público Federal pediu esclarecimentos e documentos, com prazo até quinta-feira 8, e Petrobras afirma que o material é biodegradável e sem risco

A Petrobras informou que recebeu um ofício do Ministério Público Federal do Amapá solicitando esclarecimentos sobre perda de fluido de perfuração no poço Morpho, em águas profundas.

A estatal afirmou que o material perdido é biodegradável, que atende aos parâmetros exigidos pela legislação ambiental, e que não houve dano ao meio ambiente nem risco à segurança da operação.

A companhia também informou que vai encaminhar as respostas ao MPF dentro do prazo legal e que as atividades de perfuração estão temporariamente paralisadas, conforme informação divulgada pelo g1.

O que a Petrobras informou sobre o vazamento de fluido de perfuração

A empresa reafirmou que “o material perdido é biodegradável e atende aos parâmetros exigidos pela legislação ambiental”, e que “não houve dano ao meio ambiente nem risco à segurança da operação”.

Sobre o episódio classificado como vazamento de fluido de perfuração, a Petrobras disse que as respostas serão enviadas “dentro do prazo estabelecido pelo MPF” e que esclarecimentos e documentos apresentados a órgãos de controle serão remetidos ao Ministério Público Federal do Amapá.

Medidas adotadas e prazo do MPF

Segundo a solicitação do MPF/AP, a estatal “deve mandar informações sobre o vazamento de fluido até esta quinta-feira (8)”.

A Petrobras informou que iniciou procedimentos para retirar à superfície as duas linhas onde foram identificados os pontos de perda.

As atividades de perfuração do poço Morpho estão temporariamente paralisadas, com a sonda mantida na mesma posição, e a companhia afirma que não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em condições seguras.

Características do fluido e localização do poço

O fluido de perfuração é utilizado para auxiliar na abertura de poços, e sua formulação permite que seja lançado ao mar junto com o cascalho, fragmentos de rochas.

Por suas propriedades físicas, o fluido se deposita no fundo do mar até se biodegradar, sem aflorar à superfície, segundo a estatal.

O poço Morpho está situado a cerca de 500 km da foz do rio Amazonas, em águas profundas do Amapá, local onde a companhia suspendeu temporariamente a perfuração enquanto responde ao MPF.

Próximos passos e desdobramentos

Com o prazo do MPF, a Petrobras deve enviar a documentação solicitada e as explicações técnicas, e manterá a sonda na posição até a conclusão das verificações.

O caso segue acompanhado por órgãos ambientais e pelo Ministério Público Federal do Amapá, que solicitou o conjunto de documentos já apresentados ao Ibama e a outros órgãos de controle.