Petrobras vai atender solicitação do MPF sobre vazamento de fluido no poço Morpho em águas profundas do Amapá, e afirma que o material é biodegradável
Empresa afirma que não houve dano ao meio ambiente, que o fluido é biodegradável, e que enviará esclarecimentos ao MPF dentro do prazo legal
A Petrobras informou que recebeu um ofício do Ministério Público Federal do Amapá, que pediu esclarecimentos e documentos sobre perda de fluido de perfuração no poço denominado Morpho, em águas profundas do estado.
A estatal afirmou que o material perdido é biodegradável e atende aos parâmetros exigidos pela legislação ambiental, e que não houve dano ao meio ambiente nem risco à segurança da operação.
A companhia disse que vai enviar os esclarecimentos dentro do prazo estabelecido pelo MPF, conforme orientação do ofício recebido, conforme informação divulgada pelo g1.
O que se sabe sobre o ocorrido
Segundo a Petrobras, houve perda de fluido de perfuração durante atividades no poço Morpho. A empresa afirmou que “o material perdido é biodegradável e atende aos parâmetros exigidos pela legislação ambiental”, e que “não houve dano ao meio ambiente nem risco à segurança da operação”, palavras divulgadas pela estatal ao público.
O poço Morpho está situado a cerca de 500 km da foz do rio Amazonas, em águas profundas do Amapá, informação que ajuda a contextualizar a logística e o acompanhamento pelos órgãos fiscalizadores.
Medidas adotadas pela Petrobras
A companhia descreveu as ações tomadas logo após identificar os pontos de perda, entre elas:
- Início de procedimentos para retirar à superfície as duas linhas onde foram identificados os pontos de perda,
- Paralisação temporária das atividades de perfuração do poço Morpho, com a sonda mantida na mesma posição,
- A Petrobras afirmou que não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em condições seguras.
Prazo e próximos passos exigidos pelo MPF
O ofício do Ministério Público Federal do Amapá solicitou que a estatal encaminhe todos os documentos já apresentados ao Ibama e a outros órgãos de controle, e que “deve mandar informações sobre o vazamento de fluido até esta quinta-feira (8)”, conforme o texto do pedido.
A Petrobras informou que responderá ao MPF dentro do prazo legal, e que as respostas incluirão os esclarecimentos e documentos solicitados, mantendo o acompanhamento técnico e regulatório da ocorrência.
Implicações e acompanhamento
Autoridades ambientais e fiscais seguem monitorando o caso, e a Petrobras destaca que, por se tratar de fluido com formulação que se deposita no fundo do mar até se biodegradar, não houve afloramento à superfície, segundo a explicação da companhia.
O caso continuará sob observação do MPF e dos órgãos ambientais, com respostas oficiais esperadas dentro do prazo mencionado, e com a Petrobras reiterando que continuará prestando os esclarecimentos solicitados.