Príncipe Andrew nos arquivos de Epstein, foto ajoelhado com mulher, e-mails do Palácio de Buckingham e novas revelações em 3 milhões de páginas
Documentos do Departamento de Justiça dos EUA trazem imagens com rosto ocultado, e-mails que mencionam encontro “em particular” no Palácio de Buckingham, relatos sobre Windsor e reação política
Três milhões de páginas dos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein foram divulgadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e entre o material há referências repetidas ao Príncipe Andrew.
Nas imagens compartilhadas aparece uma foto de Andrew ajoelhado junto a uma mulher, cujo rosto foi ocultado nas imagens tornadas públicas, e também há e-mails e relatos que ligam o ex-príncipe a encontros e comunicações com Epstein.
As novas revelações reacenderam pedidos por investigação e atenção política, com autoridades britânicas e americanas reagindo às informações divulgadas, conforme informação divulgada pelo G1.
O que os arquivos revelam
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a nova leva inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, e, nas palavras do vice-procurador-geral Todd Blanche, os arquivos têm “grandes quantidades de pornografia comercial”.
Entre os materiais também foram encontrados e-mails em que o Príncipe Andrew convidava Jeffrey Epstein para conversar “em particular” no Palácio de Buckingham, conforme reportagem da AFP citada nos documentos.
A BBC citou um advogado norte-americano afirmando que uma mulher disse ter sido enviada por Epstein ao Reino Unido, quando tinha pouco mais de 20 anos, para um encontro sexual com o Príncipe Andrew. A agência Reuters acrescentou que o episódio teria ocorrido em 2010, em uma propriedade real no Castelo de Windsor.
Reações políticas e institucionais
Em outubro, o Príncipe Andrew foi destituído de todos os seus títulos reais e recebeu ordem para deixar sua residência em Windsor. As novas divulgações motivaram posicionamentos públicos, inclusive do primeiro-ministro britânico.
No sábado, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que o ex-príncipe deveria depor diante de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos, após as novas revelações sobre sua ligação com Epstein.
Sobre a divulgação, Todd Blanche afirmou que a Casa Branca não participou da revisão dos arquivos, dizendo, “Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos”. Blanche também declarou que “A divulgação de hoje marca o fim de um processo muito abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”.
Implicações e próximos passos
As menções ao Príncipe Andrew nos milhões de documentos ampliam o escrutínio público sobre sua relação com Epstein e elevam a pressão por esclarecimentos formais, tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos.
Fontes jornalísticas, como AFP, BBC e Reuters, aparecem citadas nos trechos divulgados, e especialistas legais poderão analisar agora o material completo para avaliar possíveis desdobramentos judiciais e parlamentares.
O volume e a natureza dos arquivos, incluindo imagens com rosto ocultado e comunicações internas, dificultam uma análise rápida, mas prometem manter o caso Epstein e as conexões apontadas com o Príncipe Andrew no centro do debate público nas próximas semanas.