Quem é João Carlos Mansur, ex-executivo da Reag investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero com bloqueio de R$ 5,7 bilhões
Ex-executivo e fundador da Reag, João Carlos Mansur é alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master envolvendo captação e desvio de recursos
João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, aparece como um dos investigados na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
A ação envolve buscas em endereços ligados ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a outros investigados, entre eles o empresário Nelson Tanure.
Agentes apreenderam celulares e bens, e houve bloqueio de valores milionários enquanto a apuração segue em curso.
conforme informação divulgada pelo g1
Perfil e trajetória profissional
João Carlos Mansur é bacharel em ciências contábeis e fundou a Reag Investimentos em 2012.
Segundo informações públicas, ele soma cerca de 35 anos de experiência no mercado financeiro, atuando em auditoria, controladoria, gestão financeira e planejamento estratégico.
Mansur trabalhou como executivo em empresas como PricewaterhouseCoopers, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, tendo participado da criação do estádio Allianz Parque.
No LinkedIn, ele afirma ter estruturado mais de 200 fundos de investimento, incluindo Fundos de Investimento Imobiliário, Fundos de Investimento em Participações e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios.
Ele também atuou como conselheiro independente autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários, e teve passagem pela joint venture Trump Realty Brazil entre 2003 e 2006.
O que a investigação aponta
A Polícia Federal investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Entre as linhas apuradas, há indicação de que “havia captação de recursos, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e seus familiares”, segundo a reportagem.
Além de João Carlos Mansur, o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure também são alvo da operação.
Durante a ação, o celular do proprietário do Banco Master foi apreendido pelos agentes federais.
Mandados, apreensões e bloqueios
A decisão expedida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou 42 mandados de buscas, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, segundo a PF.
Em endereços ligados aos investigados, a PF apreendeu carros, relógios de luxo e outros itens de valor, e também encontrou dinheiro em espécie, contabilizando até então R$ 97,3 mil em espécie.
Os mandados foram cumpridos em São Paulo, incluindo endereços na Avenida Faria Lima, e ainda nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Antecedentes e contexto
Mansur renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da Reag Investimentos em setembro do ano passado, após a empresa ter sido alvo de uma megaoperação da Polícia Federal relacionada a investigações sobre o Primeiro Comando da Capital.
Naquela ocasião, as apurações apontaram irregularidades em etapas de produção e distribuição de combustíveis, e um suposto esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro que teria envolvido fintechs, fundos de investimento e outras empresas do setor financeiro.
O caso atual, ligado à Operação Compliance Zero, segue em investigação, e as medidas da Polícia Federal, incluindo bloqueios e apreensões, fazem parte da tentativa de resguardar provas e bens enquanto as diligências continuam.