Sindicatos anunciam greve geral de 24 horas contra reforma trabalhista de Milei, CGT marca paralisação antes do debate da Câmara no fim de fevereiro
CGT convoca paralisação sem atos nas ruas, ação mira texto que flexibiliza contratos, altera férias e jornada, facilita demissões e limita direito de greve
A Confederação Geral do Trabalho, a maior central sindical da Argentina, anunciou uma greve geral de 24 horas contra a proposta de reforma trabalhista do presidente Javier Milei.
A paralisação começará quando a Câmara dos Deputados iniciar o debate do projeto, previsto para ocorrer antes do fim de fevereiro, e, segundo a central, não haverá atos nas ruas, apenas interrupção das atividades.
O anúncio intensifica a tensão política e social em torno da proposta e amplia o confronto entre sindicatos e governo, num momento em que o texto já recebeu aval do Senado, conforme informação divulgada pelo g1.
Resumo do que foi aprovado e do calendário
“A reforma trabalhista de Javier Milei foi aprovada no Senado por 42 votos a 30 na madrugada de quinta-feira (12).”
“A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso.”
O que prevê a proposta
A proposta de reforma trabalhista de Milei reúne dezenas de artigos e altera regras históricas da legislação argentina, muitas delas em vigor desde os anos 1970. O texto, segundo especialistas, flexibiliza contratos, altera regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites ao direito de greve.
O governo apresenta o pacote como parte de uma agenda maior para estabilizar a economia e atrair investimentos, enquanto sindicatos e oposição dizem que a medida fragiliza direitos conquistados por décadas.
Reação dos sindicatos e formato da greve
“A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) que fará uma greve geral de 24 horas contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei.”
A CGT informou que a greve não terá manifestações de rua, e que a paralisação será apenas uma interrupção das atividades, movimento que pode pressionar deputados durante a votação na Câmara.
Riscos e próximos passos
Crises e confrontos já marcaram as semanas recentes, com protestos em Buenos Aires e conflitos com a polícia antes da votação no Senado. A continuidade do embate dependerá da tramitação da proposta na Câmara, possíveis alterações no texto e da capacidade dos sindicatos de sustentar a pressão sem mobilizações de rua.
Com a tramitação prevista para o fim de fevereiro, o desfecho pode moldar o ambiente político e econômico argentino nas próximas semanas, enquanto o país avalia os impactos da reforma trabalhista de Milei sobre emprego e direitos trabalhistas.