Trump eleva para 25% tarifas sobre importações da Coreia do Sul, afetando autos, madeira e remédios, e intensifica pressão por aprovação do acordo comercial

Aumento para 25% nas tarifas sobre importações da Coreia do Sul atinge autos, madeira e farmacêuticos, e visa pressionar o Legislativo sul-coreano a aprovar acordo

O presidente dos Estados Unidos anunciou um aumento nas taxas que incidem sobre produtos vindos da Coreia do Sul, mudando a alíquota para 25%, e citou falha do Legislativo sul-coreano em aprovar um acordo comercial, conforme informado pelo g1.

O corte alcança setores como o automotivo, o madeireiro e o farmacêutico, e a decisão foi comunicada por redes sociais, em uma declaração direta do presidente.

O anúncio reacende tensões comerciais entre aliados e pode ter impacto sobre cadeias de suprimento e negociações em andamento, conforme informação divulgada pelo g1.

O anúncio e a justificativa

Em mensagem pública, o presidente escreveu, “Como o Legislativo coreano não aprovou nosso histórico acordo comercial, o que é prerrogativa deles, estou, por meio deste, aumentando as tarifas sul-coreanas sobre automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todas as demais tarifas recíprocas de 15% para 25%”.

Com a medida, o governo americano eleva de 15% para 25% as tarifas sobre importações da Coreia do Sul, buscando forçar uma resposta política de Seul.

Reações e possíveis efeitos

Até a última atualização, a Casa Azul, sede da Presidência da Coreia do Sul, não havia se pronunciado. Economistas manifestaram preocupação com o uso de tarifas como instrumento de pressão.

O aumento pode afetar exportadores sul-coreanos e empresas americanas que atuam em setores integrados das duas economias, além de complicar negociações sobre casos como a investigação da Coupang.

Contexto e próximos passos

A Coreia do Sul vinha negociando a implementação de um acordo anunciado em novembro, que previa redução de barreiras nos EUA. A elevação das tarifas cria nova urgência para conversas entre os governos.

Analistas vão acompanhar respostas oficiais de Seul, possíveis retaliações e impactos sobre comércio bilateral, enquanto a ação também enfrenta escrutínio de economistas e de processos legais internos nos EUA.