Trump tem alternativa para tarifar, Casa Branca diz poder impor 10% imediato se Suprema Corte derrubar o ‘tarifaço’ de abril que chegou a 50% em mais de 180 países

Se Suprema Corte anular o ‘tarifaço’ de 2 de abril, a Casa Branca afirma que há alternativa para aplicar uma tarifa geral de 10% e usar as autoridades da Seção 301 e 232

O governo norte-americano já prepara opções caso a Corte Suprema declare inválida a principal medida comercial anunciada em abril.

Segundo a Casa Branca, a alternativa prevê a imposição imediata de uma carga tarifária mais ampla, além do uso de ferramentas legais existentes para manter pressão sobre parceiros comerciais.

As informações constam em entrevista concedida pelo diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, à Fox Business, conforme informação divulgada pelo g1

O que Hassett disse sobre a alternativa

Em entrevista, Kevin Hassett afirmou, de forma direta, a confiança na argumentação jurídica do governo, e destacou que existe um plano reserva bem estruturado.

Hassett declarou, em tradução livre, “Nós estamos muito confiantes de que a Suprema Corte vai ficar do nosso lado, a análise jurídica nos favorece, mas também temos um plano B realmente sólido“.

Ele também descreveu como funcionaria a medida alternativa, dizendo que “Podemos impor imediatamente uma tarifa de 10% para compensar a maior parte do espaço perdido e, depois, usar instrumentos como as autoridades da Seção 301 e da Seção 232 para complementar o que já alcançamos com esses grandes acordos com outros países“.

Detalhes do tarifaço de abril e alcance das medidas

O chamado tarifaço foi anunciado em 2 de abril, quando o presidente impôs, segundo o anúncio, “taxas de até 50% sobre produtos de mais de 180 países“.

A alternativa de 10% descrita por Hassett tem o objetivo de recuperar parte do efeito econômico caso a Corte anule as medidas maiores, e as referências às Seção 301 e Seção 232 indicam o uso de mecanismos que autorizam ações por motivos de prática comercial e segurança nacional, respectivamente.

Impacto esperado e quem pode ser afetado

Um aumento tarifário geral de 10% teria efeitos amplos, elevando custos para importadores e, possivelmente, repassando preços ao consumidor final.

Países e empresas que foram alvo das taxas anunciadas em abril podem ver mudanças no desenho das tarifas, conforme o governo ajuste ferramentas para manter vantagem negociadora.

Cenário jurídico e próximos passos

A expectativa oficial é de que a Suprema Corte divulgue, na próxima semana, uma decisão sobre a política econômica que está em disputa, e a Casa Branca já sinaliza caminhos alternativos por precaução.

Enquanto isso, autoridades dos EUA afirmam que monitoram o impacto econômico, e que a combinação entre uma tarifa geral de 10% e medidas da Seção 301 e 232 seria usada para complementar acordos com outros países, caso seja necessário.