Warner e Paramount formam gigante da TV e do streaming com HBO, CNN e CBS em acordo de US$ 110 bilhões, entenda impactos e números-chave
Warner e Paramount anunciam acordo de US$ 110 bilhões reunindo HBO, CNN e CBS, ampliando base para cerca de 200 milhões de assinantes, veja como negócio pode redesenhar o mercado
A Warner Bros. Discovery firmou nesta sexta-feira (27) um acordo para ser adquirida pela Paramount Skydance, em uma operação avaliada em US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, segundo as empresas.
A proposta da Paramount, comandada por David Ellison, prevê o pagamento de US$ 31 por ação e amplia significativamente o portfólio da nova controladora, com marcas de TV, estúdios e streaming.
O negócio, que deve ser concluído no terceiro trimestre deste ano, tem potencial para redesenhar o mercado global do entretenimento e do streaming, conforme informação divulgada pelo g1.
Como foi a disputa pelas propostas
A guerra de ofertas começou em dezembro de 2025, quando a Netflix fechou um acordo inicial para comprar parte dos ativos da Warner, com foco em estúdio e streaming.
Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo canais tradicionais, e a Warner considerou a nova oferta superior.
A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta anterior da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como a CNN e a Discovery.
Com a Paramount oferecendo US$ 31 por ação, a Netflix teve quatro dias úteis para cobrir o valor ou abandonar a disputa, e acabou optando por não elevar sua proposta.
Sobre a decisão, em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, afirmaram, “A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”.
O que está em jogo com a junção
A operação reúne um catálogo com marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones”, além de canais e marcas jornalísticas de peso, como a CNN, a CBS News e o programa 60 Minutes.
Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount ampliaria sua base estimada em cerca de 200 milhões de assinantes, fortalecendo presença em cinema, TV e plataformas digitais.
Analistas avaliam que a fusão pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo, aumentando a capacidade de competir com gigantes como Netflix e Disney.
Próximos passos e desafios regulatórios
O acordo ainda depende de etapas formais, como a aprovação do conselho da Warner e o aval de órgãos reguladores nos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.
A Paramount também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas.
Se aprovada, a operação não só altera a paisagem do streaming, como transfere para a família Ellison o controle de importantes marcas jornalísticas e de entretenimento, com efeitos que serão acompanhados por concorrentes, reguladores e investidores.