Caso Master: PF aponta que donos do Banco Master e da Reag usaram familiares para ocultar controle de ativos e fundos, Banco Central liquida Reag e fundos seguem ativos

Investigação revela esquema em que parentes foram usados como sócios para esconder o controle efetivo de ativos e fundos, a Reag foi colocada em liquidação extrajudicial pelo Banco Central e os fundos seguem ativos

A Polícia Federal aponta que os donos do Banco Master e do grupo Reag Investimentos utilizaram familiares para mascarar quem realmente controlava ativos e fundos de investimento.

Segundo a apuração, parentes de Daniel Vorcaro, do Master, e de João Mansur, da Reag, figuravam à frente dos negócios, enquanto os donos mantinham o controle real por meio de estruturas financeiras complexas.

As informações fazem parte das investigações que levaram o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial da gestora ligada à Reag, conforme informação divulgada pelo g1.

Como a PF descreve o esquema

A investigação da Polícia Federal aponta que houve a utilização da Reag para o desvio de valores do Banco Master, e que os filhos de Mansur “foram utilizados para a prática dos crimes”, segundo os relatórios policiais.

Para ocultar o vínculo entre os sócios e os produtos financeiros, a apuração indica que foram usados diversos veículos, incluindo FIDIC’S, com o objetivo de operacionalizar as fraudes no Banco Master.

Documentos e citações oficiais

Em documento citado pela investigação, há o trecho que afirma, exatamente, “Tais fatos restaram muito bem elucidados na representação do Banco central por meio de fluxograma que demonstra o uso de diversos FIDIC’S para a operacionalização das fraudes no Banco Master, de modo similar ao verificado na representação policial inaugural”, assinado por Toffoli.

Em nota sobre a decisão administrativa, o Banco Central apontou que a gestora descumpriu, e cito, “regras legais e prudenciais exigidas pelo regulador, o que comprometeu a sua capacidade de operar de forma segura e conforme a lei”.

Liquidação da Reag e impactos nos fundos

Na quinta-feira, 15, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, antigo nome da Reag Trust DTVM, que administrava fundos do grupo Reag.

A medida encerrou as operações da gestora imediatamente, sem atingir os fundos em si, que permanecem ativos, mas precisarão encontrar novas instituições para assumir sua administração.

Quem apareceu nas investigações e o que muda

A apuração da PF identificou, além de Vorcaro e Mansur, familiares que chegaram a figurar formalmente como sócios ou gestores, incluindo o pai de Vorcaro, Henrique, a irmã e o cunhado, que foram alvo de operação policial.

Com a liquidação da gestora, investidores e cotistas terão de acompanhar a transferência de administração dos fundos, e o processo pode levar a mudanças na gestão, na cobrança de taxas, e na execução das estratégias dos fundos.

O caso segue em investigação pela Polícia Federal e pode envolver novas medidas administrativas e judiciais, enquanto a supervisão do mercado e investidores monitoram os desdobramentos.