Dólar cai ao abrir o mercado com investidores de olho em dados da Universidade de Michigan, negociações EUA e Irã em Omã e balanços que mexem com ações

Recuo do dólar e movimento em ouro, bitcoin e bolsas refletem leitura de indicadores nos EUA, fala do vice do Fed e incertezas nas conversas entre EUA e Irã

O mercado financeiro abriu a sessão com o dólar em queda, enquanto investidores monitoram dados de sentimento nos Estados Unidos e conversas diplomáticas que podem alterar a percepção de risco global.

Ativos vistos como refúgio, como o ouro, avançam, e o setor de tecnologia ainda pressiona bolsas após resultados e projeções de investimentos elevados.

Além disso, a temporada de balanços corporativos segue influenciando os papéis no Brasil e no exterior, com resultados que têm gerado volatilidade em pregões recentes.

conforme informação divulgada pelo g1

Como abriu o mercado local

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (6) em queda, com recuo de 0,32%, cotado a R$ 5,2382. Na véspera, a bolsa brasileira encerrou com um avanço de 0,23%, aos 182.127 pontos, e a moeda americana fechou em leve alta de 0,08%, cotada a R$ 5,2538.

O Ibovespa passa a ser negociado a partir das 10h, e os indicadores locais acompanham as movimentações externas, além dos balanços de instituições financeiras que saem nesta sexta-feira.

Cenário internacional e ativos de refúgio

Nos Estados Unidos, os investidores acompanham a divulgação da pesquisa da Universidade de Michigan, que mede o sentimento do consumidor e as expectativas de inflação, além do discurso do vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, em evento público.

Também ganham atenção as negociações entre EUA e Irã, em Omã, em meio à tentativa de avançar em um acordo nuclear, e antes do encontro o chanceler iraniano Abbas Araqchi disse que o país entra nas conversas “com olhos abertos”.

Esse contexto de incerteza tem levado investidores a buscar aplicações mais seguras, e o ouro avança, recuperando parte das perdas da sessão anterior, com o metal à vista subindo 1,9% e os contratos futuros para abril recuando 0,1%.

Cripto e tecnologia influenciam a aversão ao risco

No mercado de criptomoedas, o bitcoin recuou ao menor nível em 15 meses, apesar do apoio público do presidente dos EUA, Donald Trump. A moeda passou a valer cerca de US$ 65 mil e já acumula queda de 24% no ano.

Em Wall Street, a Amazon frustrou o mercado ao divulgar resultados mistos e elevar a previsão de investimentos para US$ 200 bilhões, o que fez suas ações caírem mais de 10% no after-market. Esses movimentos pressionam índices americanos e aumentam a volatilidade global.

Temporada de balanços e reflexos no Brasil

A temporada de resultados no Brasil já tem impacto nos mercados. O Santander divulgou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, embora tenha registrado queda no resultado antes do pagamento de impostos, e suas ações recuaram 2%.

O Itaú teve lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no último trimestre do ano passado, alcançando a melhor rentabilidade desde 2015, o que foi bem recebido pelo mercado, e as ações subiram mais de 2% na sessão.

No radar, o Bradesco também reportou lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre, alta de 20,6% em um ano, ainda que suas ações tenham recuado no after-market em Nova York. As divulgações destas e de outras empresas continuam moldando a percepção de risco e retorno dos investidores.

Bolsas globais e indicadores finais

As bolsas americanas encerraram em queda, com o S&P 500 recuando 1,20%, o Nasdaq caindo 1,59% e o Dow Jones registrando perdas de 1,20%.

Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 1,05%, na maior perda diária em mais de dois anos, enquanto DAX caiu 0,46%, CAC 40 perdeu 0,29% e FTSE 100 recuou 0,90%.

Na Ásia, o índice de Xangai recuou 0,64% e o CSI300 caiu 0,60%, o Nikkei caiu 0,9%, o Kospi recuou 3,86% e o Taiex perdeu 1,51%, com movimentos variados entre mercados.

Indicadores de acumulações do câmbio e do índice local apontam para movimentos recentes, com o dólar mostrando pressão, e com os seguintes acumulados reportados, Dólar: Acumulado da semana: +0,12%;Acumulado do mês: +0,12%;Acumulado do ano: -4,28%, e Ibovespa: Acumulado da semana: +0,42%;Acumulado do mês: +0,42%;Acumulado do ano: +13,03%.