Morte de El Mencho pode fortalecer o PCC e abrir espaço para controle de rotas de cocaína à Europa e mineração ilegal na Amazônia, alertam analistas

Com a liderança mexicana fragilizada, o PCC surge como provável ocupante do espaço nas rotas de cocaína para a Europa e nas frentes de mineração ilegal na Amazônia, alertam peritos

A morte de líderes no México reacomoda cadeias de comando e rotas de tráfico, criando oportunidades para grupos estrangeiros que têm capacidade logística, financeira e conexões, para expandir atuação.

No Brasil, estruturas criminosas já mostram adaptação a mercados internacionais, com presença em logística, lavagem de dinheiro e controle territorial necessário para garantir passagem de drogas e exploração de recursos.

Os riscos geopolíticos e ambientais se intensificam se redes brasileiras assumirem papel maior na exportação de cocaína para a Europa, e na mineração ilegal na Amazônia, conforme informação divulgada pelo g1.

Como o PCC poderia aproveitar o vácuo

O PCC tem histórico de expansão além das prisões, com células que atuam em logística, transporte e influência sobre rotas terrestres e portos. Isso facilita inserção em cadeias já fragilizadas por conflitos entre cartéis.

“Grupo criminoso brasileiro estaria bem posicionado para ocupar vácuo deixado pelos mexicanos em rotas de cocaína para Europa e mineração ilegal na Amazônia.”

Riscos para Brasil e Europa

Maior controle do tráfico por organizações brasileiras pode aumentar a violência regional, comprometer governança local e expandir canais de envio de cocaína para territórios europeus, com impacto sobre segurança pública.

A mineração ilegal na Amazônia, quando controlada por redes criminosas que financiam tráfico, intensifica desmatamento, violência contra comunidades e perdas ambientais de longo prazo.

O que apontam especialistas

Analistas destacam que a capacidade de ocupação depende de articulação transnacional, acordos com intermediários e investimento em rotas alternativas, incluindo uso de portos, aviões e rotas marítimas de baixa fiscalização.

Medidas de cooperação internacional, vigilância sobre portos e ações ambientais integradas são apontadas como necessárias para mitigar a expansão de grupos criminosos, entre eles o PCC, caso o vácuo persista.