Nubank lucro líquido US$ 894,8 milhões no 4º trimestre, alta de 50%, receita de US$ 4,86 bilhões, 131 milhões de clientes e plano de expansão para os EUA

Nubank lucro líquido e desempenho trimestral mostram ROE de 33%, carteira de crédito em US$ 32,7 bilhões e leve queda na inadimplência, com perspectiva de entrada no mercado norte-americano

O Nubank apresentou forte desempenho no quarto trimestre, com crescimento relevante em receita e em clientes, em um momento de expansão regional e planos para os EUA.

O resultado financeiro foi impulsionado por aumento da receita por cliente ativo e pela estabilidade dos custos operacionais, segundo a empresa.

Conforme informação divulgada pelo g1

Resultados e principais números

O balanço do período mostra um lucro líquido de US$ 894,8 milhões, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto a receita total do trimestre alcançou US$ 4,86 bilhões, com crescimento anual de 45%.

O retorno sobre o patrimônio líquido, ROE, subiu para 33%, ante 29% no mesmo período do ano anterior, indicando maior rentabilidade para os acionistas.

Base de clientes e carteira de crédito

A base de clientes do Nubank atingiu 131 milhões, distribuídos entre Brasil, México e Colômbia, e a companhia informou que se prepara para entrar no mercado norte-americano.

Na comparação anual, a carteira de crédito cresceu 40%, chegando a US$ 32,7 bilhões, movimento que contribuiu para a elevação da receita e do lucro no trimestre.

Qualidade do crédito e custos

A taxa de inadimplência acima de 90 dias registrou uma leve queda de 0,1 ponto percentual, ficando em 6,6%, o que aponta estabilidade na qualidade da carteira apesar da expansão.

O diretor financeiro Guilherme Lago atribuiu o aumento do lucro ao crescimento da base de clientes, à alta da receita por cliente ativo e à estabilidade nos custos de atendimento, afirmando que “isso traz uma alavancagem positiva com relação à receita”.

Perspectivas e riscos

Com receita em alta, margem de retorno maior e expansão da carteira, o Nubank reforça a tese de escalabilidade de seu modelo digital, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios de expansão geográfica e de gestão de crédito.

Investidores e analistas devem acompanhar próximos trimestres para avaliar se a trajetória de crescimento e controle de inadimplência se mantém durante a entrada no mercado norte-americano.