Petrobras e Shell arrematam áreas no pré-sal por R$ 8,8 bilhões | G1
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"title": "Petrobras e Shell Levam Áreas do Pré-Sal por R$ 8,8 Bilhões, Governo Arrecada Menos que o Previsto",
"subtitle": "Consórcio arremata campos em Mero e Atapu, mas deixa Tupi sem ofertas, impactando receita esperada da União.",
"content_html": "<h2>Petrobras e Shell arrematam áreas do pré-sal por R$ 8,8 bilhões, valor abaixo do esperado pela União</h2>n<p>Em um leilão inédito de participações da União em campos do pré-sal já em produção, a Petrobras e a Shell formaram um consórcio vitorioso, arrematando duas das três áreas ofertadas. O valor total dos lances alcançou cerca de R$ 8,8 bilhões.</p>n<p>Este montante ficou abaixo da estimativa de receitas de R$ 10,2 bilhões, divulgada pela União em novembro. A principal razão para a arrecadação menor foi a ausência de ofertas pela cota referente ao campo de Tupi, um dos maiores do país.</p>n<p>Conforme divulgado pelo g1, a Petrobras e a Shell, que já são parceiras nos dois campos, apresentaram lances que somaram R$ 8,8 bilhões. A Petrobras anunciou em fato relevante que desembolsará R$ 6,97 bilhões neste mês para aumentar sua participação nesses ativos.</p>nn<h3>Detalhamento dos Arremates e Impacto na Receita</h3>n<p>No Campo de Mero, o consórcio liderado pela Petrobras e Shell adquiriu uma participação de 3,5% da União pelo valor de R$ 7,79 bilhões, superando o mínimo estipulado de R$ 7,65 bilhões. Em Atapu, outra área em produção, as empresas compraram uma fatia de 0,95% por aproximadamente R$ 1 bilhão, acima do lance mínimo de R$ 863,32 milhões.</p>n<p>A ausência de lances pela participação da União no campo de Tupi, que tinha um valor mínimo de R$ 1,69 bilhão para 0,833% da jazida, foi um ponto de atenção. Luis Fernando Paroli, presidente da PPSA (empresa que representa a União nos contratos de partilha do pré-sal), atribuiu a falta de interesse a uma "visão um pouco pior" dos potenciais compradores sobre as perspectivas futuras.</p>n<p>Paroli também mencionou a queda no preço do petróleo Brent, referência internacional, como um fator que afetou o apetite a risco das empresas. Ele destacou que, apesar de dez empresas terem acessado o "data room" e sete terem se credenciado, Tupi não atraiu ofertas.</p>nn<h3>Expectativas e Mecanismos Adicionais de Receita</h3>n<p>A estimativa inicial de arrecadação para este leilão era de R$ 15 bilhões. A PPSA revisou essa projeção após optar por um modelo de leilão com pagamento à vista e parcelas contingentes, que poderiam compensar a diferença. Paroli ressaltou que a União "não perde nada" com a falta de lances por Tupi, pois continuará recebendo e comercializando o óleo referente à sua participação.</p>n<p>A União detinha as fatias ofertadas desde um contrato de unitização. Mesmo com a venda das participações em Mero e Atapu, o governo seguirá recebendo uma parcela do óleo-lucro do petróleo produzido no pré-sal, que é comercializado em leilões.</p>n<p>Além do valor ofertado, Petrobras e Shell podem ter que realizar pagamentos adicionais à União, conhecidos como "earn-out", caso certas condições futuras se concretizem. Isso inclui situações onde a média anual do preço do Brent ultrapasse US$ 55 por barril ou ocorram redeterminações das participações nas jazidas.</p>nn<h3>Perspectiva do Ministério da Fazenda e Recursos Fiscais</h3>n<p>Uma fonte do Ministério da Fazenda indicou que a frustração de receita de R$ 1,4 bilhão não gera preocupação. Isso se deve ao fenômeno do "empoçamento" de recursos, que são gastos autorizados no orçamento, mas não executados por entraves burocráticos.</p>n<p>Esses valores não utilizados auxiliam o governo a cumprir as metas fiscais, especialmente no final do ano, compensando possíveis déficits de receita. O Tesouro Nacional estimou recentemente que o empoçamento deve se aproximar de R$ 10 bilhões neste ano, o que demonstra a robustez das contas públicas frente a flutuações em receitas específicas.</p>nn<h3>Impacto nas Participações da Petrobras</h3>n<p>A Petrobras informou que sua participação no Campo de Mero aumentará de 38,60% para 41,40%. Já em Atapu, a participação da estatal subirá de 65,687% para 66,38%. Esses aumentos refletem a estratégia da empresa em consolidar sua presença em campos estratégicos do pré-sal.</p>n<p>O leilão inédito buscou otimizar a gestão dos ativos do pré-sal, permitindo à União monetizar participações em campos já em produção. A participação da Petrobras nesses campos é histórica, e a aquisição dessas novas fatias reforça sua posição como operadora principal e parceira chave no desenvolvimento do pré-sal brasileiro.</p>"
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