Preços do petróleo sobem com tensão entre EUA e Irã, incerteza da Opep+ e Brent a US$ 68,16 antes de nova rodada de negociações em Genebra
Negociações em Genebra entre EUA e Irã, mercados asiáticos fechados e possível retomada de aumento de produção pela Opep+ pressionam a volatilidade dos preços do petróleo
Os contratos globais de petróleo avançaram de forma moderada nesta segunda-feira, enquanto investidores avaliavam o impacto das conversas entre Washington e Teerã e sinais de ajuste na oferta internacional.
O barril de referência Brent e o WTI reagiram a dados de mercado, a riscos geopolíticos e ao calendário de feriados na Ásia, que tende a reduzir o volume das negociações.
As informações e os números citados a seguir foram compilados de reportagens recentes, conforme informação divulgada pelo g1
Cotação e panorama imediato
O Brent, referência internacional, registrou alta de 0,6%, para US$ 68,16 por barril, o que equivale a R$ 356,40 segundo os dados divulgados. O petróleo West Texas Intermediate, dos EUA, subiu 0,7%, para US$ 63,32, ou R$ 331,09, com observadores lembrando que o contrato não terá liquidação na segunda-feira por conta do feriado do Dia dos Presidentes nos Estados Unidos.
Como as negociações EUA-Irã influenciam o mercado
A segunda rodada de conversas entre Estados Unidos e Irã, marcada para terça-feira em Genebra, é vista como fator-chave para os riscos de oferta. Expectativas de redução das tensões tendem a segurar a alta, enquanto um fracasso nas negociações pode renovar temores de interrupções no fornecimento.
Além disso, na véspera do encontro mediado por Omã, houve um encontro entre o ministro das Relações Exteriores do Irã e o chefe da agência nuclear da ONU, o que alimentou a atenção dos mercados sobre a possibilidade de um acordo.
Risco geopolítico e avaliações de analistas
Fontes citam que os EUA se preparam para a possibilidade de uma campanha militar sustentada caso as negociações não obtenham sucesso, e que a Guarda Revolucionária do Irã avisou que poderia retaliar contra qualquer base militar americana em caso de ataque ao território iraniano.
Analistas destacaram cenários distintos para os preços, com os especialistas do SEB afirmando, textualmente, “O aumento da tensão iraniana pode levar o Brent a US$ 80 por barril. O enfraquecimento da tensão faria com que ele caísse para US$ 60 por barril”, disseram analistas do SEB em uma nota.
Fatores de oferta e demanda
Enquanto as tensões geopolíticas pressionam os preços, os países da Opep+ demonstram inclinação para retomar aumentos de produção a partir de abril, segundo reportagens, o que pode limitar uma escalada prolongada nos valores.
Ao mesmo tempo, o movimento de compradores alterou fluxos. Estimativas de rastreamento de navios apontam que as importações chinesas de petróleo russo devem subir pelo terceiro mês seguido, atingindo um novo recorde em fevereiro, após uma redução das compras pela Índia, sob pressão dos EUA.
Com mercados da China, Coreia do Sul e Taiwan fechados por feriados do Ano Novo Lunar, a liquidez ficou reduzida, o que tende a moderar movimentos fortes de preço no curto prazo.
O que observar nas próximas sessões
Investidores vão monitorar o desenrolar das negociações em Genebra, declarações das autoridades envolvidas e sinais da Opep+ sobre produção. Dados sobre fluxos comerciais e movimento de petroleiros também seguirão influenciando a formação dos preços.
Em um cenário de curto prazo, a combinação entre risco geopolítico e decisões de oferta continuará ditando a direção dos preços do petróleo, com possíveis volatilidades até que haja maior clareza sobre os desdobramentos políticos e comerciais.